Psicologia

Quanto maior a insistência, menor o amor próprio

É muito difícil termos a exata noção do quanto estaremos mantendo nossa integridade enquanto nos dedicamos ao parceiro, ao amigo, ainda mais quando parecemos doar muito mais do que recebemos em troca. Nem sempre a reciprocidade estará equilibrada nas relações que sustentamos, pois o outro tem a própria maneira de agir e de devolver o que recebe. Não nos esgotarmos em vão será, então, a nossa meta.

Nenhum relacionamento caminha com tranquilidade duradoura, pois lidamos com seres humanos, que pensam e sentem o mundo de uma forma peculiar. Da mesma forma, cada um entende e vive o amor como consegue, de acordo com o que possui dentro de si. Nesse sentido, não adianta querermos mudar as pessoas por completo, uma vez que se comportam conforme aquilo que acreditam e são.

Mesmo assim, para que mantenhamos relacionamentos saudáveis ao longo de nossa jornada, inevitavelmente teremos que nos moldar às diferentes situações que nos ocorrem, ou não conseguiremos conviver com quase ninguém. Ficar junto requer também abrir mão de algumas coisas, em favor de quem amamos. Infelizmente, muitos não conseguem abdicar de nada por ninguém, centrados que se encontram no próprio eu, nas próprias vontades, em estado de egoísmo puro.

Caberá a nós refletir e analisar o quanto temos de insistir para que o parceiro nos enxergue, para que o amigo nos chame para sair, para que o patrão nos dê um pingo de atenção. Quanto mais tivermos que insistir para que sejamos vistos, menos estaremos nos fortalecendo enquanto pessoa, enquanto alguém capaz de fazer por merecer pelo que é tão somente. Quem nos valoriza não precisa que sua atenção seja por nós chamada a todo momento.

Caso estejamos nos sentindo invisíveis, é chegada a hora de sair dali, para que possamos chegar a novos lugares onde o reconhecimento de tudo o que somos se dará tranquila e naturalmente. Nada cai em nossos colos do nada, ou seja, precisaremos nos esforçar para alcançarmos os nossos objetivos, porém, forçar situações apenas esgotará as nossas forças e, na maior parte das vezes, inutilmente. Lutar com dignidade, sim; insistir com mendicância, jamais.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

Quantos rostos você consegue ver nesta árvore? Não existe resposta certa — e isso diz muito sobre como você enxerga o mundo

À primeira vista, é só uma árvore comum, com galhos secos e uma copa ampla.…

4 dias ago

“Não tenho tempo! Ele está na escola, então o problema é seu”: professora revela frustração com pais que não desfraldam os filhos

Uma professora primária do sul da Inglaterra decidiu desabafar ao jornal britânico Daily Mail sobre…

4 dias ago

Você se lembra dela? Ela virou sensação nos anos 60 com um programa de TV e, décadas depois, ainda brilha ao lado da própria filha no Oscar

Tem rostos que atravessam gerações sem perder o brilho. Esse é um deles: uma atriz…

4 dias ago

Aos 81 anos, essa atriz nunca recorreu a cirurgia plástica e segue ativa em Hollywood — e é madrinha de uma estrela mundialmente famosa. Você sabe quem é?

Existem carreiras que atravessam décadas sem perder o brilho, e existem atrizes que encaram o…

5 dias ago

Ele foi um dos maiores ídolos teen dos anos 80 — e morreu na pobreza depois de tentar vender os próprios dentes e cabelo. Você lembra dele?

Nos anos 80, era impossível não reconhecer aquele rosto. Poucos anos depois, o mesmo ator…

5 dias ago