Tem rostos que atravessam gerações sem perder o brilho. Esse é um deles: uma atriz que começou como dançarina, virou fenômeno de comédia na TV, conquistou um Oscar antes dos 25 anos e, mais de meio século depois, ainda aparece nos tapetes vermelhos mais importantes de Hollywood, agora ao lado da própria filha.
Estamos falando de Goldie Hawn, nascida em novembro de 1945, em Washington D.C. Antes da fama, ela dançava em teatros de verão e boates, até ser notada por um agente e conseguir os primeiros papéis na TV, incluindo uma pequena participação num filme da Disney em 1968, foi ali, nos bastidores, que conheceu Kurt Russell, décadas antes de ele se tornar o grande amor da vida dela.
O estrelato veio com “Rowan & Martin’s Laugh-In” (1968-1970), programa de comédia onde Goldie interpretava a “loirinha bobinha” que errava piadas de propósito, personagem que a tornou uma das caras mais queridas da TV americana.
Só que essa imagem de ingênua era só fachada: em 1969, ela provou toda a profundidade que tinha como atriz em “Flor de Cato”, contracenando com Walter Matthau e Ingrid Bergman, atuação que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante antes mesmo de completar 25 anos.
Dali em diante, Goldie construiu uma carreira sólida e versátil: papel dramático em “Sugarland Express” (1974), de Steven Spielberg; comédia ao lado de Chevy Chase em “Foul Play” (1978); e o estrelato consolidado com “Private Benjamin” (1980), filme que ela também produziu e que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.
Nos anos seguintes, viveram por ela sucessos como “Overboard” (1987, ao lado de Kurt Russell), “Bird on a Wire” (1990, com Mel Gibson), “A Morte Lhe Cai Bem” (1992) e “O Clube das Desquitadas” (1996).
A vida pessoal de Goldie também virou parte do próprio mito. Depois de dois casamentos, encontrou Kurt Russell, reencontrado nas gravações de “Swing Shift”, em 1984, uma parceria que já passa de quatro décadas, sem nunca se oficializar em papel.
De acordo com a própria, Goldie já declarou que, se tivesse se casado com ele, “já estaria divorciada há muito tempo”, para ela, o compromisso sempre foi sobre escolha diária, não sobre documento.
Goldie é mãe de três filhos que também construíram carreira na atuação: Kate Hudson e Oliver Hudson, do casamento com Bill Hudson, e Wyatt Russell, fruto da relação com Kurt Russell. O talento, ao que tudo indica, realmente ficou em família.
Em março de 2026, aos 80 anos, Goldie voltou aos holofotes do Oscar acompanhando Kate Hudson, indicada a Melhor Atriz por “Song Sung Blue”, a segunda indicação da carreira da filha.
O momento carregava peso histórico: caso Kate vencesse, as duas se tornariam a primeira dupla mãe e filha a conquistar Oscars competitivos cada uma, mais de 50 anos depois do próprio prêmio de Goldie por “Flor de Cato”.
Décadas separam a jovem “loirinha bobinha” do Laugh-In da mulher que hoje acompanha a filha em noites de premiação, mas o brilho, esse, parece não ter data de validade.
Imagem de Capa: Goldie Hawn
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