Autores

O julgamento de tudo e todos

O julgamento de tudo e todos. Percebo que cheguei ao meu limite. As pessoas andam me irritando demais. Por conta disso, estou cada vez mais preferindo séries, livros e a minha própria companhia.

Aos poucos, deixo a rede social de lado e, nos intervalos, ao invés da olhadinha indiscreta na vida alheia, eu apanho um livro e leio 2 ou 3 páginas. É o suficiente para respirar a paz.

Eu estou cansada de julgamento. Cansada ser julgada. Cansada de julgar – mesmo que só em pensando. Todos nós julgamos. E como pode ver, o caminho para a consciência de atos e ações não é tão simples quanto parece. O ego grita. O julgamento vem. A coerência esbarra nos extremos.

Por que nós sempre julgamos os outros e temos essa mania de querer impor a nossa opinião?

O quanto você é melhor do que o outro para julgá-lo? A sua verdade começa e termina exclusivamente em você, ela não se estende ao outro. É a linha tênue do respeito. Somos individuais, mas vivemos no coletivo. É preciso ser tolerante. É preciso criar referência.

A tal da empatia não é só se colocar no lugar no outro. É se colocar no lugar do outro de maneira crua, sem as suas crenças, verdades ou valores.

Geralmente nos colocamos no lugar do outro e pensamos como nós reagiríamos a tal situação e veja só, não é você, é o outro.

É muito mais complexo do que a gente imagina. E é justamente por olhar como um verdadeiro quebra-cabeças que eu chego ao meu limite. Quando chega o final do dia, eu penso o quanto eu julguei, o quanto devem ter me julgado.

A grande verdade é que só a gente vive aquela vida real atrás do pequeno, mas potente, black mirror. Ou em outras palavras, nosso – conectado – celular.

Existe uma frase que eu vi faz um tempo e me marcou, você é tudo aquilo que você posta. Preciso discordar: você é tudo aquilo que você não posta.

Carregamos na nossa caçamba emocional um entulho de máscaras que usamos e descartamos no decorrer do dia. Nas redes sociais você pode usar a máscara que quiser.

Mas é bom deixar claro, não seja insensato ao ponto de usar uma dessas máscaras para ofender e denegrir o outro. Lembre-se sempre de que você poderia estar ali, na mesma situação.

Combinado?

Ufa. Acho que aumentei um pouco mais o meu limite, apesar da sensação continuar sendo aquela do “quase lá”.

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos! Sonhos? Vive deles

Recent Posts

Quantos rostos você consegue ver nesta árvore? Não existe resposta certa — e isso diz muito sobre como você enxerga o mundo

À primeira vista, é só uma árvore comum, com galhos secos e uma copa ampla.…

3 dias ago

“Não tenho tempo! Ele está na escola, então o problema é seu”: professora revela frustração com pais que não desfraldam os filhos

Uma professora primária do sul da Inglaterra decidiu desabafar ao jornal britânico Daily Mail sobre…

3 dias ago

Você se lembra dela? Ela virou sensação nos anos 60 com um programa de TV e, décadas depois, ainda brilha ao lado da própria filha no Oscar

Tem rostos que atravessam gerações sem perder o brilho. Esse é um deles: uma atriz…

3 dias ago

Aos 81 anos, essa atriz nunca recorreu a cirurgia plástica e segue ativa em Hollywood — e é madrinha de uma estrela mundialmente famosa. Você sabe quem é?

Existem carreiras que atravessam décadas sem perder o brilho, e existem atrizes que encaram o…

4 dias ago

Ele foi um dos maiores ídolos teen dos anos 80 — e morreu na pobreza depois de tentar vender os próprios dentes e cabelo. Você lembra dele?

Nos anos 80, era impossível não reconhecer aquele rosto. Poucos anos depois, o mesmo ator…

4 dias ago