Por Pe Fábio de Melo
Toda vez que ousamos dizer o que sentimos nós aceitamos o risco de que o sagrado do sentimento seja banalizado.
Vez em quando convém o silêncio, a convivência solitária que nos ajuda a desvendar o enigma que nos habita.
Nem tudo o que sentimos é verdadeiro. O ódio, por exemplo, pode ser um amor disfarçado.
O sentimento que nos parece tão convincente pode ser um impulso provocado pelas forças do instante. Somos vulneráveis às invasões de olhares, palavras, situações. E tudo isso passeia pelas nossas veias, viaja em nós.
E por isso necessitamos da introspecção silenciosa. Só ela é capaz de desconstruir os equívocos que alimentamos, e expulsar o que não nos pertence.
Não tenha pressa em publicar suas alegrias ou tristezas. Conviva com elas antes de colocá-las nas janelas da vida. Nem tudo a palavra sabe dizer. E ainda que saiba, nem tudo precisa ser dito
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