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NÃO, OS OPOSTOS NÃO SE ATRAEM!

Os desgastes existentes em relacionamentos entre pessoas completamente diferentes.

O clichê “os opostos se atraem” nunca fez o menor sentido na minha cabeça. Claro que as exceções sempre existem, mas dentre as frases batidas prefiro a ideia contida em “semelhante atrai semelhante”. Evidente que ninguém quer alguém exatamente igual a si mesmo (às vezes nem eu consigo me aguentar!), mas coisas em comum acabam se tornando, querendo ou não, fundamentais.

Ter suas divergências é algo comum: ela torce para o Palmeiras, você para o Corinthians; ela curte punk, e você rock progressivo; ela acha Simpsons sem graça, e você dá gargalhadas durante o episódio inteiro. Porém, as semelhanças nos gostos e, principalmente, nas ideologias devem prevalecer, para que haja um relacionamento mais harmonioso e saudável.

É, no mínimo, complicado manter um relacionamento por anos entre alguém de extrema direita e uma pessoa de extrema esquerda; um fanático religioso e um ateu; um artista e alguém que acredita que arte é só outro nome para passatempo…

O problema é que por buscar alguém com os mesmos gostos e ideologias, as pessoas muitas vezes idealizam. Passam a acreditar que aquela é sua parceira ideal só porque ela gosta de Beatles, Clarice Lispector, Woody Allen, Star Wars e tem um signo compatível com o seu. Sim, ela pode ser perfeita para você nesses aspectos, mas em outros pode ser um desastre.

É como é dito sabiamente no genial filme 500 Dias com Ela (Marc Webb): Só porque uma garota bonita gosta das mesmas porcarias bizarras que você, isso não a torna sua alma gêmea.

Compatibilidade vai muito além de gosto para músicas e filmes (embora eu considere isso fundamental). Ela exige a vontade de fazer dar certo e a mesma visão do relacionamento construído, ou seja, são ainda mais pontos favoráveis para que os semelhantes busquem os semelhantes.

O problema é que a impaciência é grande. Muitos não estão dispostos a esperar que o semelhante surja, e então, guiados pela carência, acabam optando pelo oposto. No começo, parece que a coisa pode dar certo. Mas logo depois os desgastes emocionais causados por tantas diferenças aparecem, e aquele relacionamento amoroso acaba proporcionando muito mais desafetos que alegrias.

E no fim, finalmente percebem que o amor que machuca é tão contraditório quanto o que o originou: a vontade de se encontrar em alguém totalmente contrário a você.

Bruno Inacio

Bruno Inácio é jornalista e apaixonado por café, literatura, cultura pop e rock clássico. É autor de quatro livros e responsável pela página "O mundo na minha xícara de café", no Facebook, onde publica seus rabiscos (quase) poéticos.

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