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Depressão: app é nova arma para o tratamento da doença

Pacientes que buscam tratamento para depressão já podem fazer uso em todo o território brasileiro do aplicativo Deprexis. A ferramenta, que ajuda a tratar a doença, teve seus efeitos terapêuticos comprovados através de diversos estudos científicos e acaba de ser liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Muito usado na Europa, o Deprexis foi desenvolvido por uma equipe de psicólogos, médicos, engenheiros de software e especialistas em comunicação, baseado em resultados de pesquisa sobre depressão e na experiência da vivência dos profissionais com pacientes.

O aplicativo é baseado na terapia cognitivo-comportamental, que estimula o usuário a identificar e aprender a diferença entre pensamentos e sentimentos.Ele funciona como um programa psicoterapêutico com duração de três meses e propõe autoavaliações realizadas pelo menos duas vezes por semana, em sessões de 30 minutos. Através de algumas perguntas, o app vai guiando o usuário para que ele encontre soluções e ajude a traçar a melhor forma para entender e perceber os seus próprios sintomas de depressão.

O tratamento tradicional para a depressão inclui terapia e uso de medicamentos controlados. O Deprexis também pode ser associado a estes métodos. Recentemente, um estudo sobre seus efeitos positivos foi publicado no Journal of Affective Disorders. O app foi lançado no fim de junho de 2018, durante um evento do Instituto de Neurociências Aplicadas, realizado em Gramado (RS). Ele está disponível em plataformas web e mobile.

O Deprexis chega ao país em um momento crítico para a saúde mental. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que mais de 11 milhões de brasileiros sofrem de depressão . O país é o que apresenta maior índice em toda a América Latina, alcançando o patamar de 5,8% da população.Portadores de depressão costumam sentir uma sensação permanente de tristeza, apatia e até pensamentos suicidas. A depressão também acarreta outros efeitos, como mudanças de humor, agitação, irritabilidade, cansaço, insônia, perda de apetite, dificuldade de concentração e queda de autoestima.

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