No mundo todo, a traição continua sendo uma das principais causas de divórcio. De acordo com estatísticas recentes, quase metade das pessoas casadas já traiu o parceiro ao menos uma vez — seja por insatisfação emocional, busca por prazer ou simplesmente pela curiosidade de viver algo novo.
Contudo, o especialista em divórcios, o advogado James Sexton, revela que homens e mulheres traem por razões distintas — e reagem de maneiras opostas quando descobrem uma infidelidade.
A frase direta de Sexton resume o que ele observa em centenas de casos de divórcio: “Na minha experiência, os homens traem mais, mas as mulheres traem melhor.”
De acordo com o advogado, a traição masculina costuma ser mais impulsiva e descuidada, enquanto a feminina tende a ser mais emocional, planejada e estratégica.
“As mulheres vão fundo, se envolvem, enquanto os homens costumam cometer erros tolos e inconsequentes”, diz ele.
A maioria dos homens veem o ato de traição como algo físico e pontual. Já as mulheres frequentemente traem quando há um vazio emocional, quando já não se sentem vistas, amadas e valorizadas no relacionamento.
Sexton explica que a motivação da traição é um dos pontos que mais divide os sexos.
Homens, em geral, traem por impulso, desejo sexual ou busca de validação. Mulheres, por outro lado, tendem a trair quando emocionalmente desconectadas do parceiro.
“Muitos homens veem o ato como algo físico. Para as mulheres, quase sempre envolve sentimentos, um tipo de conexão que já se perdeu dentro do casamento.”
Essa diferença de motivação também explica por que as mulheres são mais discretas e cuidadosas, tornando suas traições mais difíceis de serem descobertas.
O advogado também destacou que as reações à infidelidade revelam muito sobre como homens e mulheres enxergam o relacionamento.
Essas duas perguntas, segundo Sexton, revelam as inseguranças e valores centrais de cada gênero:
“No fundo, os homens enxergam a traição como uma perda de posse; as mulheres, como uma perda de afeto.”
Para Sexton, a infidelidade é um reflexo das falhas de comunicação e conexão nos casamentos atuais. Ele afirma que, em muitos casos, a traição não nasce de maldade, mas de necessidades não atendidas — físicas, emocionais ou psicológicas.
“A traição raramente é o problema principal. Ela é o sintoma de algo que já estava quebrado.”
Mesmo assim, o advogado reconhece que o perdão e a reconstrução da confiança são raros. Em suas palavras:
“Alguns casais até tentam recomeçar, mas depois de uma infidelidade, nada volta a ser igual.”
O advogado ressalta que compreender as diferenças entre os gêneros não significa aceitar ou normalizar a traição, mas sim entender as dinâmicas emocionais por trás dela.
A forma como homens e mulheres traem — e reagem — revela muito sobre como cada um encara o amor, o compromisso e a própria identidade dentro de um relacionamento.
Imagem de Capa: Canva
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