Atualmente, vivemos em um mundo cada vez mais acelerado e estressante. Dessa maneira, o consumo de álcool aumentou significativamente — e, com ele, também cresceu o número de pessoas que sofrem com a dependência de forma silenciosa.
Entre elas, estão os chamados alcoólatras funcionais: indivíduos que, apesar do vício, mantêm rotinas aparentemente normais — trabalham, estudam, têm vida social ativa e não apresentam sinais clássicos de descontrole.
No entanto, esse tipo de dependência é traiçoeira. Por trás de comportamentos comuns, podem estar hábitos profundamente prejudiciais.
Por isso, neste artigo, compartilhamos nove sinais que revelam um alcóolatra funcional, segundo a psicologia.
Um dos primeiros sinais de alerta é a preferência recorrente por álcool em vez de comida. A pessoa começa a beber durante o almoço, o jantar — ou até no café da manhã —, como se a bebida fosse parte essencial da rotina. A fome diminui e o apetite por álcool cresce.
Pessoas com alta tolerância ao álcool podem consumir grandes quantidades sem apresentar sintomas de ressaca. Isso acontece porque o organismo está acostumado com a substância no sistema, o que pode mascarar o vício e dificultar a percepção do problema.
Quando o consumo é interrompido por algum motivo — como um evento familiar ou um compromisso profissional —, o alcoólatra funcional pode demonstrar nervosismo, irritação ou ansiedade. Essa abstinência, mesmo que breve, gera desconforto físico e emocional.
A moderação é quase inexistente. A pessoa raramente para em uma taça ou copo. Em festas ou jantares, tende a consumir mais que todos e frequentemente procura por mais bebida como se não houvesse amanhã. Isso é um forte indício de perda de controle.
Esquecer conversas, detalhes da noite anterior ou até mesmo onde esteve são sintomas comuns em quem bebe demais. O chamado “apagão alcoólico” ocorre quando o cérebro não consegue registrar memórias por causa da intoxicação.
A negação é uma marca do alcoolismo funcional. A pessoa costuma se esquivar de conversas sobre o próprio consumo e reage com defensividade, irritação ou sarcasmo quando alguém sugere moderação ou ajuda.
“Foi um dia difícil”, “todo mundo bebe”, “eu mereço relaxar” — frases como essas são frequentes. O alcoólatra funcional racionaliza o comportamento e encontra justificativas aparentemente inofensivas para manter o padrão de consumo.
Guardar bebidas no quarto, no carro ou na gaveta do escritório é um comportamento clássico. A pessoa tenta manter o vício longe dos olhos dos outros, mas perto o suficiente para acessar facilmente.
Oscilações emocionais, impulsividade e alterações de personalidade podem surgir com frequência. Alguém calmo pode se tornar agressivo, ou indiferente aos sentimentos dos outros. A empatia tende a desaparecer, e a relação com amigos e familiares se desgasta.
O alcoolismo funcional é perigoso justamente por ser invisível. A pessoa ainda parece “no controle”, mas o corpo e a mente já estão sofrendo as consequências da dependência.
Portanto, é fundamental reconhecer esses sinais precocemente. Dessa forma, você pode ajudar a salvar relacionamentos, carreiras e vidas.
Então, se você identificou esses sinais em alguém próximo, ofereça apoio sem julgamento. E se você se identificou com essa lista, saiba: não é fraqueza pedir ajuda — é coragem.
Imagem de Capa: Canva
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