Autores

Vingue-se da maneira mais cruel que existe: deixe pra lá!

O que mais irritará quem nos feriu sempre será a nossa indiferença, ao menos aparente, pois pessoas maldosas se alimentam da raiva e da tristeza dos outros, portanto, não sejamos nós fonte de prazer para esse tipo de gente.

Não há quem nunca tenha imaginado uma forma de se vingar de quem aprontou alguma, para que a pessoa sofra na pele o que causou. Chegamos até a desejar-lhe o mal por um tempo, porque somos humanos e é isso que, num primeiro momento, a dor da decepção faz com a gente.

Quando nos traem, quando nos dizem barbaridades injustas, quando nos rejeitam, quando brincam com nossos sentimentos, enfim, toda vez que alguém de quem gostamos age de maneira vil conosco, sentimos uma dor imensa e, ao mesmo tempo, iniciamos a pensar em alguma forma de machucar de volta. Queremos que a pessoa sofra, assim como nós estamos sofrendo.

Felizmente, na maior parte das vezes, tais planos ficam somente na teoria, porque muitos de nós acabamos percebendo que de nada adiantaria fazer mal a quem nos magoou, porque estaríamos, inclusive, tornando-nos exatamente iguais ao que tanto repudiamos. Estaríamos nos rebaixando ao nível baixo de quem não é, nem nunca será feliz de fato. E isso não podemos nos permitir.

Uma vez ou outra, talvez não consigamos nos conter e então devolveremos alguma maldade na direção de quem nos machucou, pois não somos de ferro. Mesmo assim, o que mais irritará quem nos feriu sempre será a nossa indiferença – ao menos aparente -, pois pessoas maldosas se alimentam da raiva e da tristeza dos outros, portanto, não sejamos nós fonte de prazer para esse tipo de gente.

A melhor atitude a ser tomada, nesses casos, como se vê, será não demonstrar nada, ignorando o desafeto de uma vez por todas, ainda que, intimamente, a alma esteja alquebrada. Dessa forma, estaremos oferecendo a ele o contrário do que esperava e, por isso mesmo, a raiva, aos poucos, sairá da gente e permanecerá dentro dele. Porque é isso o que os maldosos merecem: exílio emocional, para que, quem sabe, possam vir a refletir sobre os danos que causam por aí – o que se é de duvidar. Deixemos a vida cuidar de cada um, pois nisso ela é incomparável.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

Quantos rostos você consegue ver nesta árvore? Não existe resposta certa — e isso diz muito sobre como você enxerga o mundo

À primeira vista, é só uma árvore comum, com galhos secos e uma copa ampla.…

3 dias ago

“Não tenho tempo! Ele está na escola, então o problema é seu”: professora revela frustração com pais que não desfraldam os filhos

Uma professora primária do sul da Inglaterra decidiu desabafar ao jornal britânico Daily Mail sobre…

3 dias ago

Você se lembra dela? Ela virou sensação nos anos 60 com um programa de TV e, décadas depois, ainda brilha ao lado da própria filha no Oscar

Tem rostos que atravessam gerações sem perder o brilho. Esse é um deles: uma atriz…

3 dias ago

Aos 81 anos, essa atriz nunca recorreu a cirurgia plástica e segue ativa em Hollywood — e é madrinha de uma estrela mundialmente famosa. Você sabe quem é?

Existem carreiras que atravessam décadas sem perder o brilho, e existem atrizes que encaram o…

4 dias ago

Ele foi um dos maiores ídolos teen dos anos 80 — e morreu na pobreza depois de tentar vender os próprios dentes e cabelo. Você lembra dele?

Nos anos 80, era impossível não reconhecer aquele rosto. Poucos anos depois, o mesmo ator…

4 dias ago