Tenho conhecido muito mais máscaras do que pessoas

Iara Fonseca

Vivi uma experiência muito intensa de autoconhecimento e senti que estava com novos óculos, após três dias de trabalho mental consciente e inconsciente percebi que tenho conhecido muito mais as máscaras que inventam para viver em sociedade do que pessoas, propriamente ditas.

Essa conclusão me fez avaliar e esmiuçar a minha própria personalidade, me obrigou a retirar as máscaras que ainda carregava… fruto das minhas emoções retidas da infância, adolescência e suas implicações na vida adulta.

Nos dias que se sucederam eu me sentia estranha, parecia que eu estava enxergando tudo de fora, mais nítido, e depois de um tempo, mesmo que não fosse a vontade da pessoa em se desmascarar completamente para mim, sem nenhum esforço, a máscara caia, dia após dia aconteceu assim…

Entendi o que significa jogar luz à sombra… Se entregar autentica realizou milagres, e me fez perceber que até a burrice pura, límpida, tem sua beleza, passei a me irritar menos com a personalidade alheia, mas me coloquei a disposição da espiritualidade para me usar a serviço do bem, e desenvolvi mecanismos próprios de cura das minhas emoções.

Acredito que quando você entende a necessidade primeira de tratar das suas emoções desequilibradas, você se torna mestre de si mesmo. Você, quando decide isso, não faz um bem apenas para si, você melhora a vida de todos ao redor! É um ato de compaixão, com você e com o outro.

Você passa a entender a individualidade do outro, e a aceitar que nem todos precisam estar ao seu lado, não teria como, e que a vida do outro é apenas dele… não devemos tentar colonizar o outro.

Que tratadas as emoções… aquela personalidade ignorante e tosca, passa por uma transformação que se nota no físico, tão iluminada quanto no espiritual, na alma, no subconsciente…

As máscaras caíram para mim, mas só constatar isso não basta… Em um primeiro momento a emoção que vem é a raiva… Não é? Sim. Quando as máscaras caem… E se você não souber lidar com a raiva você permanecerá nesse estado emocional por dias, meses… anos… Por isso é tão importante identificar as emoções e utilizar artifícios para sair delas. Porque a raiva nos transforma em cegos funcionais, e nos coloca em uma posição rígida, mesquinha, egoísta, severa, austera, endurecida… Que nos causa, entre outras doenças… a diabetes, pois perdemos a capacidade de perceber a doçura da vida.

Se você consegue sair da raiva, pode cair de cabeça na tristeza, na alegria ou no medo. Quatro emoções básicas que temos e que passeamos por elas em questões de minutos se quisermos. Você escolhe.

Exemplo:

A alegria pode vir de uma maneira falsa e descontrolada: diversão que não acaba mais, e acaba prejudicando a saúde, causando um acidente, ou ferindo vários corações. Essa não é uma alegria verdadeira, ela é uma máscara, novamente você estará usando uma.

Ou você pode optar por ficar triste, e essa emoção é necessária, porém, perigosa, aí, se você se demorar na tristeza por dias, meses, anos, desenvolverá um sentimento de depressão, ansiedade…

E pode também cair na cilada do medo, que te impede de seguir em frente, que te anula e te deixa paralisado, e se você deixar o medo fazer morada, desenvolverá uma síndrome do pânico e outras tantas…

Como devemos tratar essas emoções?

O primeiro passo é entender de uma vez por todas que não somos mais aquela criancinha que esperneia pra ter o que quer, que faz birra pra tudo que foge ao controle ou que não nos agrada.

O segundo passo é aceitar as diferenças, ser tolerante e gentil. Se ainda não temos essas qualidades, busquemos a partir de hoje. Se tens todas, você sabe bem do que estou falando… porque é libertador.

O terceiro passo é aprender a amar e ter compaixão, quando buscamos conhecer esse sentimento “amor”, paramos com picuinhas desnecessárias e agimos como gostaríamos que agissem conosco, por tanto, não caímos mais na cilada da alegria falsa… Usufruímos de alegrias verdadeiras e que fazem bem tanto para mim quanto para o outro que divide o mesmo espaço/tempo. O egoísmo de querer o que é bom apenas para mim e para os meus acaba e essa é a grande sabedoria que vem da compaixão.

Se posso te aconselhar com amor… Retire a sua máscara e busque curar as suas emoções, ainda hoje!

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS





COMENTÁRIOS




Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!