Autores

Síndromes mentais invadem 2020 com a força de um ciclone bomba!

Síndromes mentais invadem 2020 com a força de um ciclone bomba!

A pandemia atravessou fases. A primeira delas foi o fator surpresa e o medo do contágio, que nos levou ao distanciamento social para prevenir a contaminação e a disseminação do vírus, e para preservar a nossa saúde física.

Logo em seguida veio o medo da quebra da economia, de perder o emprego, da empresa falir, e de não conseguir viver com dignidade. Muitos, por conta disso, buscaram na criatividade uma maneira de se reinventar para proteger a sua saúde financeira.

Concomitantemente, com as famílias dentro de casa e as crianças impedidas de irem a escola, veio a preocupação com a saúde da educação/intelectual.

Todos nós nos perguntamos: Será que o rendimento das crianças e adolescentes serão o mesmo estudando a distância por tanto tempo? Será que precisaremos criar um ano a mais nas escolas para suprir a carência educacional de 2020?

E seguimos nos questionando como seria o novo normal e tantas outras preocupações surgiram.

Antes do vírus aparecer, as nossas vidas já estavam muito atribuladas, e a saúde mental já vinha sendo muito discutida por conta do aumento dos índeces de depressão no mundo todo, mas em virtude de tantas surpresas e mudanças, nos vimos obrigados a ficar num estado constante de “alerta”, em prontidão”, e o nível de ansiedade se tornou altíssimo.

Percebemos muito rapidamente que sem saúde mental, não há saúde alguma.

O adoecimento mental/psicológico /emocional foi revelado, nos deixando a mercê de síndromes que até então pouco líamos a respeito, só se tivesse afetando a nós de alguma maneira, ou aos nossos parentes e amigos próximos.

Mas parece que agora, todas as pessoas do mundo estão conectadas na mesma dor e essas síndromes estão espalhadas por todos os lugares, em nossos amigos, e em nós mesmos.

A importância de estarmos organizados mentalmente refletiu em nossa rotina de forma direta. Pois os conteúdos internos, começaram a emergir sem filtros, atravessando o comportamento e nos limitando as ações práticas. Tornando o que era interno e invisível, externo e visível.

A pandemia jogou luz à assuntos que ficavam “debaixo do tapete”.

Chegamos ao limiar de um novo tempo que é muito mais digital, virtual e paradoxalmente necessita de mais investimento humano.

O mundo necessita agora de um capital humano saudável! Todos virão que uma vida de qualidade se faz urgente, e é extremamente necessária.

Há muito tempo que estamos doentes, essa ansiedade descontrolada e o vício na mídia social são comprovativos de que há algo desregulado em nós.

Possuímos um código genético predeterminado, impresso desde o nosso nascimento e este não está adaptado a esta mudança abrupta.

Nascemos para sobreviver e estamos utilizando instintos para a sobrevivência como a própria ansiedade por exemplo, para variadas metas de curto prazo que nos viciaram a liberação de dopamina (hormônio da recompensa) e acabamos nos tornando dependentes dele. Mas ele serve apenas como uma motivação natural para nos impulsionar a conquistas para a própria sobrevivência.

Toda essa burla em nosso sistema causa falhas, disfunções que nos tornam nossas mentes doentes, e as consequências são a longo prazo.

Nós já estávamos doentes e precisou apenas de um gatilho para revelar o tamanho do prejuízo que cada um teria de acordo com a personalidade.

A pandemia revelou também a importância do desenvolvimento da inteligência emocional. Os que buscaram desenvolver os seus recursos internos emocionais estão sabendo lidar melhor com a situação atual.

O remédio está em nossos comportamentos, em nossos hábitos e na nossa disponibilidade e abertura em fortalecer a nossa inteligência emocional para aprendermos a lidar com as diversidades e desafios do momento.

É assim que poderemos contribuir para que outros consigam ver a luz que nem todos conseguem enxergar no fim do túnel.

*Foto de Andrea Dibitonto no Unsplash

*texto de Fabiano de Abreu – Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de l’Homme de Paris; Doutor e Mestre em Ciências da Saúde na área de Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University;Mestre em psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio,Unesco; Pós-Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal;Três Pós-Graduações em neurociência,cognitiva, infantil, aprendizagem pela Faveni; Especialização em propriedade elétrica dos Neurônios em Harvard;Especialista em Nutrição Clínica pela TrainingHouse de Portugal.Neurocientista, Neuropsicólogo,Psicólogo,Psicanalista, Jornalista e Filósofo integrante da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS – Federation of European Neuroscience Societies-PT30079.
E-mail: deabreu.fabiano@gmail.com

VOCÊ JÁ VISITOU O INSTAGRAM E O FACEBOOK DO RESILIÊNCIA HUMANA?

SE TORNE CADA DIA MAIS RESILIENTE E DESENVOLVA A CAPACIDADE DE SOBREPOR-SE POSITIVAMENTE FRENTE AS ADVERSIDADES DA VIDA.

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.

Recent Posts

Quantos rostos você consegue ver nesta árvore? Não existe resposta certa — e isso diz muito sobre como você enxerga o mundo

À primeira vista, é só uma árvore comum, com galhos secos e uma copa ampla.…

4 dias ago

“Não tenho tempo! Ele está na escola, então o problema é seu”: professora revela frustração com pais que não desfraldam os filhos

Uma professora primária do sul da Inglaterra decidiu desabafar ao jornal britânico Daily Mail sobre…

4 dias ago

Você se lembra dela? Ela virou sensação nos anos 60 com um programa de TV e, décadas depois, ainda brilha ao lado da própria filha no Oscar

Tem rostos que atravessam gerações sem perder o brilho. Esse é um deles: uma atriz…

4 dias ago

Aos 81 anos, essa atriz nunca recorreu a cirurgia plástica e segue ativa em Hollywood — e é madrinha de uma estrela mundialmente famosa. Você sabe quem é?

Existem carreiras que atravessam décadas sem perder o brilho, e existem atrizes que encaram o…

5 dias ago

Ele foi um dos maiores ídolos teen dos anos 80 — e morreu na pobreza depois de tentar vender os próprios dentes e cabelo. Você lembra dele?

Nos anos 80, era impossível não reconhecer aquele rosto. Poucos anos depois, o mesmo ator…

5 dias ago