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Seja bom, mas nunca bonzinho

Seja bom, mas nunca bonzinho
Já reparou como ouvir “você é uma pessoa boa” é bem diferente de “você é uma pessoa boa demais”? As frases têm sentidos bem distintos, principalmente se forem ditas a você por pessoas relacionadas a seu ambiente profissional e familiar.
Ser considerada uma pessoa boa demais ou boazinha no ambiente agressivo mais formal do trabalho com frequência pode subentender que um profissional também é fraco, covarde, sem postura de liderança, entre outras características que ninguém gostaria de ter associadas à própria imagem.

Ser considerada uma pessoa boa demais ou boazinha no ambiente familiar e até mais íntimo dos relacionamentos com frequência pode subentender que você está abrindo portas para todo tipo de situação, não dando limites, permitindo desrespeitos, brigas entre outras situações que ninguém gostaria de passar dentro de casa.
Então, como perceber que você está passando do bom para o bonzinho? Segue algumas pistas:
– Você evita confrontos a todo custo – Ser “bom” significa deixar o seu colega, filho ou parceiro ter um dia ruim sem ficar confrontando tudo o que ele diz e faz. Você dá algum espaço para ele. Ser “bonzinho” significa relevar todas as falhas de comunicação e de postura profissional que a pessoa lhe faz. Não mostrar a ele, de forma clara e direta, que sua postura está interrompendo o fluxo de seu evolução . Deixar “pra lá” só por timidez ou para manter a paz.

– Nunca expressar uma opinião contrária – Ser “bom” significa expressar de maneira educada e oportuna sua opinião divergente sobre algum tópico ou situação, com o objetivo de somar esforços para chegar a melhores resultados. Ser “bonzinho” é não emitir a sua opinião quando contrária, aceitando o que a maioria está fazendo, tornando-se mais um na multidão. Se anular desta forma pode colocar você em situações difíceis.
– Você dá crédito aos outros, mas não a você mesmo – Ser “bom” é dar os créditos aos outros, quando merecidos. Você é nobre em dizer o quanto os esforços de seus colegas ou filho o ajudaram a alcançar o sucesso, mas, ao mesmo tempo, ser capaz de enumerar os seus próprios esforços e se fazer reconhecido pelo que merece. Ser “bonzinho” é dar aos outros créditos por seus esforços, ou pior, deixar que eles o roubem. Ser humilde é muito diferente de deixar que outros ganhem em cima de seus méritos pelo seu trabalho.

– As pessoas se aproveitam de você – Ser “bom” significa ajudar as pessoas quando eles precisam, desde que não prejudique suas atividades, muito vezes sendo necessário dizer não a um pedido. Ser “muito bonzinho” significa sempre dizer sim (mesmo não podendo) e não estabelecendo limites para os pedidos de ajuda dos outros. Enquanto você acha que está sendo prestativo, seus colegas estão aprendendo a não lhe respeitar.

– A solução – Se você acidentalmente deixou-se passar para o lado “bonzinho” da força, está na hora de retomar sua vida. Tudo começa em reconhecer que você não tem que se dobrar a todos, todo o tempo, para se tornar útil e companheiro. Você quer ser uma boa pessoa, mas não um saco de pancadas.
– Incrivelmente, as pessoas respeitam mais – e até procurar mais a companhia – quem se ergue e se mantém firme, porém flexível, em suas atitudes. Acredite: é possível ser assertivo, sem ser um monstro grosso e mal-humorado.
Todos os relacionamentos e a carreira agradecem.

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