Conhecimento

Rico não é quem tem muito dinheiro no banco, mas quem vive a arte da contemplação – Augusto Cury

Ser fiel à sua consciência é ser fiel à sua saúde emocional; ser fiel à sua saúde emocional começa na infância, quando se treina o Eu para contemplar o belo. Contemplar o belo é se entregar atentamente, observar nuances, se embriagar com detalhes imperceptíveis a mentes ansiosas que não se interiorizam. É refinar o olhar, dar intensidade à observação, capturar o que está dentro de si, observar o que se encontra por detrás da cortina do comportamento dos filhos, do parceiro, dos amigos. É ser riquíssimo, mesmo sem ter muito dinheiro. É comprar o que não está à venda. É formar plataformas de janelas light que irrigam a felicidade inteligente.

Rico, para o complexo mundo da gestão da emoção, não é quem tem muito dinheiro no banco, mas quem vive a arte da contemplação no meio das agitadas avenidas, nos ambientes urgentes das empresas, das escolas. Rico é quem rompe, pelo menos algumas
vezes, a loucura estressante que vive e nutre agradavelmente sua emoção absorvendo o
máximo do mínimo. É quem faz pequenos relaxamentos no trabalho, mergulha dentro de si, liberta seu imaginário, irriga seus sonhos.

Quem, em meio a um trânsito infernal, consegue capturar uma árvore florida, um tronco carcomido, uma relva despercebida tem grande vantagem para irrigar sua saúde emocional.

Quem analisa um caminhante apressado e se pergunta “Quem é ele?”, “Que lágrimas
chorou?”, “Que projetos executou?”, “Que sonhos abortou?”, “Que pesadelos viveu?” nutre a felicidade inteligente, pois desfruta de prazeres solenes que o dinheiro não pode comprar.

Pais que dão presentes em excesso a seus filhos viciam o córtex cerebral destes em precisar cada vez mais de estímulos para ter migalhas de prazer, asfixiando, portanto, a
arte de contemplar o belo. Sob a tônica da gestão da emoção, o maior favor que os pais
podem fazer para enriquecer a emoção de seus filhos é dar-lhes aquilo que o dinheiro não
pode comprar, é calibrar o olhar deles para que se deslumbrem com o mundo fascinante à
sua volta. Mesmo em meio a guerras e areia, é possível valorizar a brisa do vento.

Alguns “fora da curva” viveram essa ferramenta de gestão da emoção em lugares quase
impossíveis de ter prazer. Viktor Frankl, como comentei em meu livro Em busca do sentido
da vida, foi capaz de treinar seu Eu para sonhar, ter projetos de vida e desfrutar da alegria
fomentada pela liberdade que estava além das trincheiras do campo de concentração. Ele via o invisível, pois aprendeu a contemplar o belo.

Resiliência Humana

Bem-estar, Autoconhecimento e Terapia

Recent Posts

As dicas de saúde masculina que realmente importam e aquelas que pode ignorar por enquanto

Os homens estão mais interessados na sua saúde agora do que em muitos anos. Grande…

2 dias ago

A série com cenas gravadas no Brasil que foi direto ao topo da Netflix: vingança, proteção e um Rio de Janeiro cheio de perigo

Quando uma produção da Netflix chega ao primeiro lugar do ranking logo no fim de…

3 dias ago

Qual parte do corpo você lava primeiro no banho? A resposta pode revelar como você toma decisões

Você provavelmente já tomou milhares de banhos na vida, mas será que já parou para…

3 dias ago

Esta é a melhor série da Netflix em 2026, e ela adapta um dos maiores clássicos da literatura

Entre tantas estreias que chegam ao streaming todos os meses, algumas conseguem chamar atenção por…

3 dias ago

O hábito noturno que muita gente repete sem pensar e que pode estar sabotando a sua pele enquanto você dorme

Depois de um dia longo, a vontade de cair na cama sem passar pela pia…

1 semana ago

O que milhões de pessoas com mais de 60 anos fazem logo ao acordar pode sobrecarregar o coração — e quase ninguém percebe

A manhã de muita gente segue um roteiro que se repete há décadas: levantar rápido,…

1 semana ago