Quando alguém te ofende, como você reage? Foge, revida ou paralisa?

Muitas vezes, devo confessar, eu disse ou fiz algo que ofendeu alguém sem a minha intenção. E também tenho percebido, cada vez mais, quais palavras e ações me machucaram.

Até certo ponto, isso é natural. Nem sempre falaremos ou faremos coisas agradáveis a todos, porém, temos a tendência de reagir de maneiras parecidas a situações de ofensa. Ou a gente foge, não quer mais ver a pessoa, nem falar com ela nunca mais, ou a gente revida na mesma moeda, muitas vezes, com uma pitada mais irônica, mais agressiva, até pior do que nos fizeram, ou a gente paralisa, não sabe como responder, se culpa, se martiriza e sofre.

Somos todos pessoas imperfeitas, uns buscando fazer o nosso melhor, outros potencializando o que existe de pior, neles e nos outros.

Mas o que eu sinto é que o mundo está cada vez mais intolerante, porém, o meu sentimento, nem sempre revela a verdade do mundo e, sim, a minha verdade.

Se eu enxergo que o mundo está intolerante, na maioria das vezes, eu estou sendo intolerante, ou comigo, ou com o mundo. E a responsabilidade de mudar isso está em minhas mãos, eu não posso jogar isso no colo do mundo e esperar que ele resolva.

Eu preciso trazer a questão para mim e resolver a parte que só eu posso fazer. O que eu não posso, preciso soltar e deixar que a vida resolva.

Se em minhas relações, as pessoas vomitam suas dores em cima de mim, eu preciso parar, observar e pensar como está o meu comportamento diante dessas mesmas pessoas. Quando eu faço esse movimento, eu consigo perceber que, por mais que elas possam estar agindo de uma maneira hiperbólica em comparação à minha, em mim, certamente, existe um pouco, senão muito, daquele mesmo comportamento.

A verdade é que, quando você guarda rancor de alguém, você consome a si mesmo. É mais provável que você alcance uma boa resolução com uma abordagem mais suave. E muitas vezes, o silêncio é a melhor reação para uma ofensa.

No entanto, existem outras formas de reagir quando alguém nos ofende e eu selecionei 8:

1. Seja cauteloso. Às vezes, a melhor resposta é não responder. Mas se uma resposta for necessária, procure se dar um tempo para pensar, para avaliar e mensurar as consequencias das palavras que você quer direcionar a essa pessoa.

É bom esperar um momento para revisar o que aconteceu e avaliar como você pode responder gentilmente. Agindo desta forma, você conseguirá trazer mensagens positivas a uma situação negativa.

2. Fique calmo. Tem aquele velho ditado “quem procura acha”, e se você procurar uma guerra, você a encontrará. Portanto, procure se pacificar antes de travar uma discussão com alguém, mesmo que esse alguém esteja, no seu ponto de vista, errado.

3. Fale com confiança não com arrogância. Sua atitude e a escolha das palavras contribuirão muito para definir o tom da conversa que você travará com o outro. O tipo de abordagem, a sua linguagem corporal, tudo em você comunica.

Se você diz: “Ei, tenho certeza de que podemos resolver isso” é muito mais convidativo para a outra pessoa do que “Rapaz, nós estamos enfrentando problemas sérios”.

Veja que, no primeiro exemplo, a pessoa se abre para o entendimento, enquanto no segundo, a pessoa inicia a conversa com um tom de acusação.

Se a pessoa sentir que você vai a acusar, ela vai tentar se defender de todas as formar, a reação dela será o ataque e o ciclo continuará. Ela te ofende, você a ofende e assim, sucessivamente. Um dos dois precisa encerrar esse ciclo e agir diferente para que as coisas se resolvam satisfatóriamente.

4. Seja conciliador. Aborde a situação e a pessoa com uma atitude cordial. Uma ofensa abre uma brecha na relação, o ego ferido é capaz de ferir sem dó nem piedade e, quando você reage na mesma moeda, você está se lavando na mesma água suja que o outro se banhou.

5. Seja objetivo. Pense no que você deseja comunicar com antecedência e seja objetivo. Apresente a sua visão do que aconteceu, simplesmente para que a outra pessoa possa entender de onde o seu sentimento está vindo. Diga: “Em relação a tudo que aconteceu, eu me sinto (diga como se sente)”.

Quando você diz o que sente, você não está apontando a falha do outro, nem o acusando, você só está expondo os seus sentimentos e assim, as coisas ficam mais fáceis de serem resolvidas entre as partes.

6. Investigue. Faça muitas perguntas, em vez de apenas declarar “os fatos” como você os vê. O esclarecimento pode mudar sua compreensão do que aconteceu ou ajudar a outra pessoa a ver como ela o magoou.

Você pode perguntar: “O que você quis dizer quando disse …?” “O que você estava pensando quando …?” e não vá tirando conclusões precipitadas, seja um bom ouvinte e abra o seu coração para tecer uma compreenssão mais profunda.

7. Queira resolver. Querer restaurar o relacionamento não significa que você precise ser um capacho e aceitar tudo. Você pode ser discretamente ignorar o comentário cortante de alguém como “é apenas o jeito dele”, ou dizer a ele o que você aceita e o que você não aceita.

Impor limites de uma forma natural e não agressiva é uma forma de resolver pendencias que se repetem e que nos ferem. Se o outro não quiser resolver, traga uma solução e não mais um problema e, a solução sempre passa pelo crivo do amor e da aceitação da capacidade do outro de entendimento.

Muitas vezes, queremos que o outro entenda questões do 3° ano do Ensino Médio, quando ele ainda está cursando o primário, dessa forma, o esforço se torna inútil.

8. Elogie. Quando alguém nos ofende, imediatamente, nossa reação é nos sentir mal, mas como não gostamos de nos sentir assim, não devemos fazer com que o outro se sinta ainda pior, mas sim, devemos esclarecer as coisas entre nós.

Se a pessoa te ofende e recebe de volta um elogio, não irônico, mas verdadeiro, ela é, imeditamente, neutralizada e ficará impactada com a sua atitude.

Você não deve esfregar na cara dela “como você é mais gentil que ela”, não é essa a questão aqui, o que você vai fazer é se mostrar aberto para olhar o copo meio cheio e não meio vazio.

Se ela te pedir desculpas, aceite e agradeça porque você foi um condutor da paz e do equilibrio. Bata palmas pra você!

Você consegue se lembrar de uma ocasião em que ofendeu alguém – ou que foi ofendido? Você já ofendeu alguém intensionalmente ou sem intenção? E quando alguém te ofende? Você sabe como responder? Qual desses pontos você acredita que poderia ter te ajudado? Qual é o mais importante para você lembrar na próxima vez? Conte pra mim nos comentários.

*DA REDAÇÃO RH.
Texto de Iara Fonseca, jornalista, escritora, editora de conteúdo dos portais Resiliência Humana, Seu Amigo Guru, Homem na Prática e Taróloga. Para agendar uma SESSÃO DE AUTOEXPANSSÃO com a Iara, mande um direct para @ESCRITORAIARAFONSECA

*Foto de Hanna no Unsplash

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