Precisamos aprender a perdoar a nossa família por suas imperfeições!

Você acorda, em um belo dia, respirando, com saúde, com um teto sob a sua cabeça, em uma cama quentinha, tem comida na geladeira, tem luz, água, equipamentos eletrônicos para te conectar com o mundo, pessoas que gostam de você e que te apoiam, mas mesmo tendo tudo o que você precisa para viver bem, nada disso faz com que você se sinta satisfeito com a sua vida.

Você não entende por quê se sente assim, perdido, desanimado, infeliz! Então, começa a procurar mentalmente o que pode estar causando essa sensação de vazio, esse aperto no peito, que te faz sentir que, falta alguma coisa, porém, você não sabe dizer o que é que está faltando.

Você acha que o seu estado emocional, mental e espiritual é culpa dos outros ou das situações de conflito que você está passando e, sem perceber, você acaba se sentido uma vítima, quando na verdade, você mesmo está alimentando esses sentimentos, no momento em que você acorda e não consegue se sentir grato pela sua vida.

A nossa ingratidão é o veneno que nos mantém presos no calabouço das emoções deselinhadas. Perdoar é o antídoto que nos devolverá a paz.

O problema começa a ficar maior quando a gente, inconscientemente, permite, que a ingratidão se torne maior do que o amor.

Para que a gente, finalmente, receba a nossa carta de alforria, a nossa libertação e emancipação, a gente precisa começar a olhar para a nossa vida com gratidão, exatamente como ela se apresenta, com seus desafios e dificuldades, mas principalmente, a gente precisa aprender a perdoar a nossa família por suas imperfeições.

Muitas vezes, a gente nem percebe que a falta de perdão, o julgamento, as críticas e as exigências em relação a nossa família de origem, é que estão causando essa sensação de insatisfação que nos consome os dias. Essa falta de percepção dos pensamentos, emoções e sentimentos que cultivamos é exatamente o que nos leva ao sofrimento, mesmo, quando tudo, está “aparentemente” confortável.

Experimente hoje, fazer um movimento diferente: Envie amor a todos os seus antepassados. Silencie os julgamentos e traga para o seu coração as qualidades de todos aqueles que você vem julgando há muito tempo.

Olhe para tudo o que eles possuem de bom, traga para a sua mente as memórias felizes que você já compartilhou com eles. Essa mudança de comportamento vai te trazer a paz que vai gerar a satisfação que você tanto procura.

Precisamos aprender a perdoar a nossa família de origem por suas imperfeições porque foram eles que nos concederam o nosso bem mais precioso: a vida.

E não há como pagar a eles esse bem, não há troca possível, nós sempre estaremos em dívida com os nossos pais e antepassados porque não podemos retribuir a eles tamanho presente. Por mais que eles tenham feito coisas que nos machucaram, eles só fizeram o que podiam e o que tinham condições de fazer, porque as pessoas só conseguem oferecer o que conhecem.

Olhe para eles com compaixão, entenda que eles também sofrem e sofreram, que eles também enfrentam uma batalha com a própria consciência.

Não seja um tirano com a sua família, pois quando você age assim, a vida tirania com você.

Quando você age com intolerância em relação ao erro dos outros, a vida entende que você também merece a mesma intolerância. Porque a vida só te dá aquilo que você oferece a ela.

Comece a oferecer amor, tolerância, perdão, gratidão e você verá a sua vida mudar para melhor, como em um passe de mágica. Mas não se trata de mágica não, é sobre sua mudança de atitude, de postura e de comportamento diante dos desafios da vida.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.

*Foto de Baylee Gramling no Unsplash.

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Robson Hamuche é Terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, compõe a equipe de terapeutas do Instituto Tadashi Kadomoto (ITK). É também idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana, grupo de mídia dedicado ao desenvolvimento humano, que reúne informação de qualidade acerca de todo o universo do desenvolvimento pessoal, usando uma linguagem leve e acessível.