1Não IA

Por que às vezes as pessoas inteligentes são tão estúpidas?

Possuir um elevado quociente intelectual (QI) não significa ser inteligente. Não é preciso ir muito longe para descobrir atitudes incríveis de estupidez cometidas por pessoas inteligentes, inclusive, brilhantes. Muitos dos testes que “medem” o quociente intelectual apenas captam um tipo de inteligência, a inteligência analítica. Esta habilidade reconhece padrões e resolve problemas analíticos. A grande maioria dos testes de QI não recolhe dados sobre os outros aspectos da inteligência humana: a inteligência criativa e prática.

A inteligência criativa é nossa habilidade para lidar com situações novas. A inteligência prática é nossa habilidade para fazer as coisas. Nos primeiros 20 anos de vida, as pessoas são recompensadas pela sua inteligência analítica: temos um sistema educacional estruturado para adestrar neste sentido.

Durante muito tempo a nossa referência profissional esteve sequestrada pela inteligência racional e existiu um desprezo para com as emoções; pensava-se que era uma forte influência negativa para o desempenho em qualquer vaga de trabalho.

Hoje em dia as emoções foram promovidas ao nível de inteligência emocional. Agora chegou a hora dos valores, a chamada inteligência ética.

“Somente a inteligência avalia a si mesma.”
-Jaime Balmes-

Por que as pessoas inteligentes agem de forma boba?

O excesso de ego é uma das causas que fazem com que as pessoas inteligentes ajam assim. Seus notórios resultados em outras ocasiões serviram como caldo de cultivo para uma onisciência, onipotência ou invulnerabilidade que as impede de ver as consequências reais dos seus atos.

Porque é tão estupido ter uma inteligência que apenas gera respostas aceitáveis diante dos problemas ou os conflitos, quanto ter uma atitude que impeça de escolher uma resposta adequada ao problema que se apresenta.

Com a inteligência produzimos soluções para qualquer problema. Quanto mais inteligência temos, supomos que criamos mais e melhores soluções, já que dispomos de mais perspectiva, realidade do problema e conhecimento das circunstâncias que o determinam. Não se pode esquecer que estamos falando de uma inteligência global, caracterizada por:

Capacidade para entender ou compreender.

Capacidade para resolver problemas.

Ter conhecimento.

Para isso, a inteligência usa o conhecimento, as habilidades, as atitudes, a destreza e a experiência.

“A inteligência de um indivíduo é medida segundo a quantidade de incertezas que é capaz de suportar.”
-Immanuel Kant-

Como se relacionam os valores e a inteligência?

As pessoas dispõem da sua inteligência e de seus valores, entre outros recursos, para tomar muitas de suas decisões. Desta forma, se não desenvolvemos ambos, nosso comportamento, derivado da tomada de decisões, pode ser afetado de forma negativa. Uma das qualidades que nos dá uma boa escolha de valores e o seu uso é evitar as soluções estúpidas, saber distinguir o que são meios e fins, e intuir as consequências que podem gerar as diferentes soluções.

As soluções estúpidas que muitas pessoas inteligentes escolhem nascem de não ter analisado as consequências dessas ações. Quando precisamos tomar uma decisão em circunstâncias complexas ou estressantes, não sabemos analisar adequadamente qual solução é a melhor, e com a precipitação, escolhemos a que a inteligência analítica manda, sem considerar as consequências.

Todos já tivemos comportamentos pouco corretos em nossas vidas. Para tentar controlar estes possíveis comportamentos no futuro, recomenda-se vigiar as próprias condutas praticando, pelo menos três vezes por semana, a ativação da consciência. Desta forma, a realidade se tornará mais simples, mais compreensível, e tomar decisões estúpidas será mais difícil.

A inteligência sem valores perde a capacidade de resolução; os valores sem inteligência podem ser mal aplicados. Portanto, os valores e a inteligência são duas formas complementares que potencializam nossos resultados, tornando-os produtivos e valiosos.

“A estupidez é uma doença extraordinária; não é o doente quem sofre por ela, mas sim os outros.”
-Voltaire-

Resiliência Humana

Bem-estar, Autoconhecimento e Terapia

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