O sentimento de vazio: Pessoas perdidas diante de uma infinidade de possibilidades!

Idelma da Costa
o-sentimento-de-vazio-pessoas-perdidas-diante-de-uma-infinidade-de-possibilidades

As pessoas estão perdidas diante de uma infinidade de possibilidades!

A vida é uma escola. Quanto mais conhecimento adquirimos, mais vemos a necessidade de aprender mais e mais. Tem horas, que dá a impressão de que aprendemos, aprendemos e morreremos sem saber.

Todo aprendizado parecer ser insuficiente. Não saciamos, e buscamos cada vez mais e mais.

Temos sede de sabedoria.

Quem gosta de descobrir o que é lhe é útil e o que faz lhe faz bem?

Acredito que todo mundo, não é mesmo?

E que bom poder contar com a internet e com pessoas dadas a compartilhar seus conhecimentos e suas experiências com as demais pessoas.

Hoje em dia temos ferramentas que facilitam e muito nossa vida, basta querer.

Confesso que para quem não nasceu na Era Tecnológica, como eu, temos uma certa dificuldade para aprender e acompanhar a rápida evolução tecnológica.

É impressionante, como todo dia aparece algo novo que veio para nos acrescentar e facilitar nossa vida.

A tendência do futuro é ganharmos qualidade de vida. É ganharmos tempo.

Como assim? Como isso será possível? Parece surreal, não é mesmo?

Ainda mais, que o maior vilão dos tempos atuais é a falta de tempo, inclusive para cuidarmos de nós mesmos e principalmente da nossa saúde psicológica.

Quantas crianças, jovens, adultos e idosos são acometidas com sentimento de vazio. Encontram-se perdidas numa infinidade de possibilidades.

É estranho, como isso acontece.

Já aconteceu com vocês de entrarem numa loja e se depararem com muita coisa bonita? Você olha uma peça e acha maravilhosa, olha para a outra é acha tão maravilhosa quanto a outra é assim vai.

De repente, diante de tantas peças igualmente bonitas, você fica em dúvida na hora de escolher.

Perde a graça e sai sem comprar nada. Ou quando você está com fome e vai num lugar com uma variedade enorme de guloseimas e comidas gostosas, você olha perdido e acaba perdendo a fome?

Ou você tem uma infinidade de pretendentes aos seus pés e fica sem saber quem escolher e acaba ficando sozinha/o.

Ou quando você tem dinheiro de sobra para comprar tudo e o que quiser: a roupa mais cara e a mais bonita, o carro do ano, a casa mais luxuosa, a casa na praia… e nada te atrai e acaba não conseguindo comprar ou usufruir de todas as coisas que você tem ou pode ter?

A vida é cheia de paradoxos. Por que isso acontece?

Como está a cabeça de todo mundo diante de tantas novidades, informações e descoberta?

Será que estamos conseguindo absorver tudo como queríamos?

Será que estamos aproveitando esse leque de conhecimento e usando a nosso favor?

Será que estamos conseguindo nos aprofundar ou estamos inseguros, vivendo na superficialidade, boiando com medo de nos afogar?

Será que estamos desfrutando de tudo a nosso favor da melhor maneira possível ou estamos ancorados sem disposição para navegar em mares nunca navegador?

A Pandemia do Corona vírus veio com tudo contra essa correria frenética e sem propósito na qual vivíamos.

Pegou o mundo inteiro de surpresa e desprevenidos. Mudou a vida de todos nós. Nos fez parar e nos fez refletir sobre tudo.

Qual foi o propósito?

Qual foi o aprendizado que cada um tomou para si?

Acho que estamos ainda atordoados com essa bomba que caiu sobre nós, perdidos de uma certa forma.

Qual é a lição que levaremos?

Eu mudei, você mudou, nós mudamos e a vida mudou. E o tempo? Mudou?

Não. O relógio não adiantou, mas pudemos perceber que o dia passa mais rápido do que o de costume.

Voou. E o que nós fizemos de bom nesse tempo que fomos obrigados a tirar?

Teve algum propósito na minha vida, na vida dos meus filhos, na vida da minha família, no meu serviço, na minha casa?

Desse propósito, o que podemos aproveitar de bom para nós mesmos?

Quais foram as mudanças desse tempo que “voou”, pois nem vimos o ano passar e que, ao mesmo tempo, nos pareceu uma “eternidade”, tamanho o peso do impacto?

Houve aproximação dos entes queridos com mais diálogo, mais olhos nos olhos? Houve mais solidariedade? Houve mais compaixão? Houve mais trocas de ideias?

Houve mais soluções?

Houve descobertas importantes?

Houve paciência?

Houve cumplicidade, generosidade, amor?

Houve aceitação e coragem?

Será que conseguimos reinventar nossa maneira de ser, agir e pensar.

Teve compaixão realmente ou ficou apenas na vontade?

O que podemos fazer daqui para a frente não só para nos beneficiar, mas principalmente beneficiar a vida do próximo?

O que será preciso para isso?

Atitude? Será que agir sem pensar resolve?

Não, né? É necessário um propósito maior em tudo e para tudo para dar sentido.

Ficamos ligados no piloto automático do 200 KM por muitos anos e não tínhamos tempo para tudo que tinha valor na vida.

Ficamos ligados na tomada com um milhão de informações da internet por anos e ficamos perdidos e confusos.

Não tínhamos tempo para organizar nossa mente, que a cada dia estava mais desorganizada e confusa.

O sentimento de vazio tomava conta de muitos. Enquanto alguns se afundaram no mal do século, a depressão, outros, preferiram esconder seus sofrimentos na superficialidade das aparências das redes sociais como forma de compensação e fuga da realidade.

A vida no geral perdia o sentido.

O sentimento de vazio, anda na contramão do “tudo bem”.

A pandemia trouxe o uso das máscaras como forma de prevenção, bem como levou à queda de vários tipos de máscaras que acompanhavam a sociedade, entre elas vários tabus, hipocrisia…

Pessoas perderam vidas, deixando um vazio nos familiares, e como legado, valores que realmente importam e que ficam como exemplo de vida.

Pessoas perderam suas zonas de conforto (empregos, amigos, parentes, bens materiais), e sentiram um vazio imenso, mas não perderam a fé e a certeza de recuperarem tudo.

Pessoas que colocavam sua paz naquilo que era externo, passaram a buscar a paz dentro de si, independentemente de qualquer situação, preencheram o vazio.

Pessoas fechadas para o novo, se reinventaram e desabrocharam, porque viram que o novo também faz bem, essas também conseguiram preencher o vazio.

Pessoas que antes se viam perdidas num emaranhado de informação e de conhecimento, passaram a se conhecer melhor e isso fez com que filtrassem o oceano de informações (escolhendo o que gosta e o que lhe faz bem), possibilitando o aprofundamento apenas daquilo que lhe acrescenta. Essas se preencheram de si mesmas!

O tempo antes escasso, será o necessário para as coisas essenciais que realmente importa.

A boa administração do tempo se repaginou e veio com tudo ao colocar a tecnologia trabalhando a nosso favor.

Se antes antes o sorriso e as lágrimas pouco importava, hoje são os maiores remédios para a alma.

Se antes os valores haviam perdido o valor, hoje estão sendo resgatados.

Se antes sabia-se muito e dominava acerca de algo, diante do novo, tudo foi colocado à prova e será necessário novos saberes.

Se antes havia opiniões formadas, hoje o mundo se abriu para novas visões de vida, mais amplas, que formarão novas opiniões, que serão compartilhadas em prol do bem comum e serão responsáveis pelo renascimento de um novo mundo, onde valerá a pena viver.

O ter tem perdido sua importância e o ser tem se destacado, juntamente com a simplicidade das pequenas coisas, que saciam.

Tudo está caminhando para uma vida plena e feliz. Acredite e faça acontecer!

*Foto de Rowan Chestnut no Unsplash

VOCÊ JÁ VISITOU O INSTAGRAM E O FACEBOOK DO RESILIÊNCIA HUMANA?

SE TORNE CADA DIA MAIS RESILIENTE E DESENVOLVA A CAPACIDADE DE SOBREPOR-SE POSITIVAMENTE FRENTE AS ADVERSIDADES DA VIDA.

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS






COMENTÁRIOS




Idelma da Costa
Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.