O Ministério Da Saúde Adverte: Fingir faz mal a saúde! SURTAR as vezes faz bem!

Daniele Abrantes

O fingimento é uma tática de sobrevivência. Até que ponto suportamos fingir? Dê uma boa olhada em você no espelho. Fique se mirando algum tempo. O que você vê? Você se agrada com a imagem refletida? Qual imagem você acha que passa para as pessoas? Você acha que está enganando a si mesmo ou aos outros? Já se perguntou porque você precisa vender uma imagem de “ Olhe para mim, olhe para minha vida, estou radiante!”, sem estar de fato?

Após se fazer estas perguntas, você vai começar a entender o que está realmente acontecendo dentro de você. Parece bobeira, mas, acredite, é um exercício poderoso.

Por que fingir quando queremos, na verdade, surtar? Simples. Porque a arte do fingir nos é imposta a todo instante.

Fingir é o nosso modo de estabelecer o famoso traquejo social.

Sincericídio nos levará ao limbo do ostracismo carnal e você logo estará cantando “Help” dos, Beatles, não por ser fã da banda, mas por ser mesmo um pedido de socorro. Disfarçado, claro, porque você tem uma imagem a zelar.

Afinal, onde já se viu, você, pessoa bonita, resolvida, estar deprê? Jamé, mon cherie! Nego, nego, nego! Surtar, é coisa de fracote!

A verdade nua e crua é igual a que o Dr. House, da série , dizia: “Todo mundo mente”.

Pensa comigo; tem coisa mais estúpida do que dispensar alguém que a gente ama, por exemplo? Não, né?

Porque aí ,você, poço de fortaleza, praticamente a Dracarys, da série GOT ,começa a desmoronar emocionalmente ao perceber que não é tão forte quanto achava que era.

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E você se vê impotente, mas, ao mesmo tempo, não quer dar o braço a torcer, por orgulho. Vou te enviar a real inbox, sugar: Não vai colar.

Ano passado, metade do mês de fevereiro, eu já não aguentava mais me olhar no espelho.

Eu realmente tinha repulsa da mulher que me tornara.


Eu acordava na repulsa, me banhava na negação, comia, assistia televisão na mais perfeita mentira.

Eu parecia Miss, sabe? Só sorria, concordava com a cabeça e acenava.

Fazia parte da terrível estatística: vida medíocre, porta-retrato perfeito. Por longos 13 anos eu forjava Felicidade. Olha que patético! FAKE, FAKE, FAKE!

Você finge que gosta daquele mala do escritório por educação, finge que gosta de pagode para agradar o boyzão, finge que teve orgasmo pra enaltecer o ego do babacão, finge que gosta de acordar todo dia 5 da matina para fazer um trabalho que você não tem mais paciência não, que te faz ralar igual cavalo de tração e ganhar igual a um estagiário necessitadão de uma promoção.

Finge que não vê a falsidade que brilha no rosto daquela velha conhecida, que não chora à noite na pia da cozinha lavando a prataria, que superou o boy magia que desfila sorridente nas redes sociais todo dia com aquela guria atrevida.


Afinal, ela não tem com ele a química que você tinha.

Você passa por dias de chuva, noites de Lua, ouve o namorar dos gatos da rua e você fica o que? P da vida!

Mas calma, filha, se recomponha e se segura!

Lugar de menina bonita do laço de fita é na alta postura. Fica na tua, se situa, seja Menuda; E não se reprima!

Pare de fingir e surte a vontade!

Freud explica:

“Volte seus olhos para dentro, contemple suas próprias profundezas, aprenda primeiro a conhecer-se! Então compreenderá porque está destinado a ficar doente e, talvez, evite adoecer no futuro”.

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Daniele Abrantes
Sou jornalista de espírito vintage, que ama compor músicas ,pintar, e escrever sobre assuntos voltados à compreensão das relações humanas e da profundidade da alma. Acredito que as duas maiores forças que possuem o poder de mudar o nosso dia a dia são o Amor e a Empatia. Grata por compartilhar com vocês esta jornada.