Autores

O importante NÃO é o que você junta, mas o que você espalha

O mundo anda meio egoísta, muito provavelmente por conta dessa avidez descontrolada por consumir, pela supervalorização das aparências, tornando-nos afoitos por conseguir ter mais dinheiro, ser mais belo, comprar mais produtos, conhecer gente mais popular. Muitos acabam, por isso, perdendo-se de si mesmos, de sua essência humana e gregária, que necessita da troca afetiva para sobreviver com mais tranquilidade e paz de espírito.

Infelizmente, quanto mais tentamos preencher nossas vidas com posses e bens materiais, mais vazios nos tornamos por dentro, uma vez que, assim, estamos negligenciando nosso sentir, nosso pulsar íntimo. Aquilo que verdadeiramente somos, por ser imaterial, não se contenta com o que fica lá fora, ou seja, nossos traços de humanidade independem de tudo aquilo que compramos.

Os sonhos de vida que alimentam a nossa jornada rumo à felicidade, caso se pautem tão somente por conquistas materiais, irão se tornar cada vez mais voláteis, incapazes de corresponder aos nossos anseios, incapazes de nos preencher afetivamente. Precisamos compartilhar sentimentos, pois é assim que eles se multiplicam dentro de nós e na vida daqueles que estão na lida conosco.

Na verdade, o que importa é o amor que damos e recebemos dos pais, dos filhos, dos irmãos, do parceiro, dos amigos, enfim, das pessoas que nos dão as mãos com verdade e reciprocidade. Aquilo que fazemos é que alimentará as necessidades de nossa alma, tornando-nos alguém que se vale da ética e da partilha para dignificar a jornada de vida, de si e de quem faz parte desse caminhar.

Ninguém se lembrará das roupas que usávamos ou do carro que dirigíamos, mas todos carregarão dentro de si tudo o que fizemos em seu favor. É preciso, pois, criar lembranças especiais do que fomos junto a quem amamos, pois é isso que nos eternizará, é isso que nos manterá vivos dentro de cada coração que pudemos tocar com nossa bondade e compreensão. A vida carrega tudo para o esquecimento, menos aquilo que foi feito com amor.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

Quantos rostos você consegue ver nesta árvore? Não existe resposta certa — e isso diz muito sobre como você enxerga o mundo

À primeira vista, é só uma árvore comum, com galhos secos e uma copa ampla.…

7 dias ago

“Não tenho tempo! Ele está na escola, então o problema é seu”: professora revela frustração com pais que não desfraldam os filhos

Uma professora primária do sul da Inglaterra decidiu desabafar ao jornal britânico Daily Mail sobre…

7 dias ago

Você se lembra dela? Ela virou sensação nos anos 60 com um programa de TV e, décadas depois, ainda brilha ao lado da própria filha no Oscar

Tem rostos que atravessam gerações sem perder o brilho. Esse é um deles: uma atriz…

7 dias ago

Aos 81 anos, essa atriz nunca recorreu a cirurgia plástica e segue ativa em Hollywood — e é madrinha de uma estrela mundialmente famosa. Você sabe quem é?

Existem carreiras que atravessam décadas sem perder o brilho, e existem atrizes que encaram o…

1 semana ago

Ele foi um dos maiores ídolos teen dos anos 80 — e morreu na pobreza depois de tentar vender os próprios dentes e cabelo. Você lembra dele?

Nos anos 80, era impossível não reconhecer aquele rosto. Poucos anos depois, o mesmo ator…

1 semana ago