O abençoado fundo do poço!
Uma das coisas que mais tenho escutado esses dias de crise, ou pré-grande crise é o medo das pessoas de “morar debaixo da ponte”. É incrível como eu escuto isso e como esse medo tem deixado as pessoas presas em zonas de conforto, pouco, pequenas, para sempre. E como as pessoas que não conseguem ter um perfil mais conformista e transformador só serão reconhecidas depois que tudo der certo. Legal, mas o que faz dar certo?
Em 1994 morria Airton Sena, grande piloto de Fórmula Um brasileiro. Lembro-me daquele dia como se fosse hoje. Eu estava na chácara da minha tia e vi o acidente na TV. Os brasileiros pararam atônitos, pensando “será que ele sai dessa”? Pois bem, não saiu.
Foi uma comoção nacional, dias e dias de homenagens ao piloto que quebrou todas as regras e foi o maior – ouso dizer – do mundo. Na hora começou uma fofoca sobre a namorada dele, Adriane Galisteu, uma modelo com pouco mais de 20 anos.
Adriane namorava com ele, mas os jornais e revistas consideravam a ex apresentadora Xuxa como a viúva. Adriane não tinha espaço, não era considerada pela família e viu seu mundo ruir do dia para a noite.
Em poucos meses ela estava morando em um apartamento alugado com a mãe. Tinha engordado muito depois dos acontecimentos, depois de ter passado por uma depressão severa. Ninguém queria saber dela, ela era só a “namorada da vez” do piloto.
Esse foi o fundo do poço dela, conforme ela mesma relata.
Um dia acordou – não sabemos as circunstâncias – olhou em volta e disse “eu vou sair dessa”.
Em poucos meses tinha emagrecido o que engordou e voltado a ser modelo comercial. Escreveu um livro – fraco é bem verdade – sobre a sua vida com o piloto e começou a vender um kit de sopas – a sopa que fez a Adriane Galisteu perder 20 quilos. Logo ficou famosa, ganhou fãs, notoriedade e começou a namorar os bonitões da TV.
Adriane é uma história conhecida daquele ditado “no fundo do meu poço tem uma mola” e a pergunta que fica é: se toda essa desgraça não tivesse acontecido com ela, ela seria quem ela é hoje? Apresentadora, bem casada, com um filho, financeiramente bem e lindíssima. Talvez não, né?
As adversidades nos constroem e muitas vezes nos colocam no caminho certo. Sair da zona de conforto espontaneamente ou ser atirado para fora dela a 300 km por hora é indiferente. O que vale é o que eu vou fazer com isso.
Vou sentar-me e chorar para sempre?
Vou tentar um bico num programa da tarde para dizer que não tenho dinheiro nem para comer ou vou lutar, ir atrás do que eu acredito ser o melhor para mim?
Desculpas para ficar parado temos muitas e sim, isso é uma escolha. Mas saiba que, se você está passando por um fundo de poço é porque seu espírito está pronto para coisas realmente grandes, independente da sua idade, profissão ou qualquer outra coisa.
Renunciar ao passado e recomeçar, mesmo que seja assustador, é sempre a melhor alternativa para o futuro que você realmente merece.
*Foto: Reprodução/@galisteuoficial
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