Não reclame com a vida! Ela não te tira nada, apenas te liberta!

Iara Fonseca

Não reclame com a vida! Ela não te tira nada, apenas te liberta!

As vezes, ou quase sempre, o ego nos prega peças. Ele nos diz que aquilo que perdemos, seja uma pessoa, uma oportunidade de emprego, eram muito valiosas, eram as melhores coisas que tínhamos ou a nossa melhor chance. E quando nos deixamos levar por esse ego fanfarrão, caímos em desanimo e descrença, nos sentimos impotentes e não conseguimos ver a graça, “que existe”, em tudo, que não seja aquilo que queríamos.

O que eu quero dizer é que, quando nos deixamos levar pelo ego, acabamos fechando muitas portas, porque insistimos em uma só, focamos a nossa atenção apenas naquilo que perdemos, e começamos a reclamar, proferir queixas absurdas a vida, ao Universo, ou a Deus.

Essas queixas nos levam a assumir uma postura vitimizada frente a vida, mudam a expressão do nosso rosto, se revelam nas nossas atitudes diárias e mudam completamente a nossa vibração. Caímos então na famosa armadilha do ego, que nos deixa a mercê do negativismo, os levando a um estado que eu chamo de “síndrome do descontente”

Eu denominei assim porque aquele que reclama do que perdeu, não consegue se sentir contente com nada que venha após essa suposta perda.

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O descontente, chega no ambiente já reclamando de tudo, ele não consegue sentir que algo bom virá. Ele acorda com aquela nuvem em cima na cabeça, e só consegue sofrer por aquilo que não tem.

As principais causas da infelicidade são o desejo e o apego

O apego é o braço direito do exército do ego, o braço esquerdo é o medo, e as vezes, quase na maioria delas, eles andam de braços dados, os três.

Não adianta temer nada nessa vida, o que tiver que acontecer acontecerá. Se precaver, tentar evitar, lutar contra, não aceitar, de nada adiantará, apenas, fará minar suas energias! Entenda as perdas como oportunidades libertadoras para a implantação de grandes mudanças.

A felicidade não está no desejo nem no apego, está na doação e na intenção!

Perturbamos o nosso presente com coisas que nem precisamos, acreditamos que só seremos felizes se algo externo acontecer, e focamos a nossa atenção e intenção em algo que talvez não seja o caminho que nos levará ao nosso propósito de vida.

Quando fixamos a nossa felicidade em um só lugar ou pessoa, nossa vida se desestabiliza só em pensar em perdê-las. Porque o apego nos faz sentir donos das coisas e das pessoas, e quando as perdemos, ou nos roubam, ou qualquer fatalidade acontece, sofremos uma punhalada como se rasgassem o nosso coração… e isso tudo é culpa do apego. Não aceitamos que algo ou alguém vá embora antes que nós deixemos que vá, ou se não queremos que vá.

O apego nos faz enxergar a vida, não como ela é, mas sim, como gostaríamos que ela fosse.

Não reclame da vida, tudo que ela tira, na verdade serve de libertação para você. Mesmo que não consiga entender os motivos de um filho ter sido tirado de você em um acidente trágico, ou por uma doença, ou de um amor ter ido embora, ou por ter perdido um emprego, a forma como você enxerga a perda, pode ser transformadora ou desestruturar completamente a sua vida a ponto de te levar ao fundo do poço.

Se pararmos para pensar, tranquilamente, e friamente, sem a interferência do ego, conseguiremos perceber que existem muitas coisas que devem ser aprendidas nas situações que envolvem perdas. Se conseguirmos anular o ego, partiremos para uma outra oportunidade e libertaremos aqueles que não estão mais ao nosso lado, como quem dorme e depois acorda para a vida, renovado.

Entender que tudo que a vida nos tira, nos liberta de certa forma, é reconfortante e nos renova. Sacode a nossa poeira interna e a nossa estabilidade aparente.

Quando aprendemos a viver o presente com gratidão, paramos de culpar a vida por aquilo que perdemos, e conseguimos aceitar os acontecimentos com mais resiliência e resignação. Quando conseguimos focar no presente, nós nos tornamos livres do apego e da síndrome do descontente!

A única forma de vencer o apego que o ego desenvolve em nós é aceitar as coisas como elas são. Viver o aqui e o agora. Agradecer pela vida e pelas coisas que ainda possui.

Quando vivemos o presente sem pensar no passado e no futuro, conseguimos desconectar nossa mente das falácias do ego, e damos livre passagem para a nossa mente produzir ideias geniais, canais de conexões divinas, fatores fundamentais para que possamos desenvolver o poder de atrair acontecimentos felizes!

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Iara Fonseca
Jornalista, poeta, educadora social, fundadora e editora de conteúdo do Rede de Ideias: PRODUÇÃO DE CONTEÚDO. Seu interior é intenso, sempre foi, transforma suas angustias em textos que ajudam muito mais a ela própria do que a quem lê. As vezes se pega relendo seus textos para tentar colocar em prática aquilo que, ela mesma, sabe que é difícil. Acredita que viemos aqui para aprender a ser, a cada dia, um pouco melhor, para si mesmo, e para o outro!