A morte, independente de ser física ou simbólica, traz com ela o germe da transformação inevitável, traz a semente que nos empurrará para o futuro.
Não estamos preparados para dizer adeus. Mas o luto é inevitável. No decorrer da vida, as perdas são muitas. Alguns morrem literalmente mesmo. Alguns morrem apenas para nós e continuam existindo e fazendo a diferença para outras pessoas.
Não só pessoas e relações são sepultadas no decorrer da vida. Sepultamos ideais, sentimentos, projetos, visões de mundo, versões de nós mesmos. Viver o luto não é uma questão de escolha. A vida lançara os desafios e teremos que enfrentá-los, querendo ou não. Já a forma de viver o luto é opcional. A forma de viver o luto é uma escolha.
Diante do indizível, do não simbolizável que é a morte, podemos sacralizar o momento, conferir-lhe dignidade, aprender algo. Ou podemos simplesmente sofrer.
A morte, independente de ser física ou simbólica, traz com ela o germe da transformação inevitável, traz a semente que nos empurrará para o futuro.
Quando alguém que amamos falece, leva com ela um pouco de nós , mas deixa muito para trás também. Se uma partezinha nossa morre junto com o ente querido, algo deste mesmo ente continuará existindo e florescendo em nós, por meio de nossas lembranças, por meio de tudo que ela nos ensinou de forma direta ou indireta.
Este pequeno artigo é uma homenagem que presto à minha avó materna que deixou este mundo hoje. É a minha forma de sacralizar o momento, de torná-lo mais significativo e não simplesmente triste.
Depois de 11 dias internada, vovó faleceu com 99 anos de idade, 5 meses e 8 dias. Uma vida longa, árdua, cheia de fases difíceis e sonhos não realizados. Vovó queria ter sido uma mulher independente. Talvez, uma escritora, protagonista de um grande amor. Vovó nunca conseguiu escrever a sua própria história como a maioria das mulheres de seu tempo, mas nem por isso deixou de sonhar e usufruir dos momentos felizes que a vida lhe proporcionou. Descanse em paz!
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