Autores

Hoje, o planeta invoca o ser humano a ser humano

Hoje, o planeta invoca o ser humano a ser humano!

É preciso entender que ninguém é menos suscetível do que ninguém, que estamos todos no mesmo barco, que temos que remar em uníssono, ou todos afundaremos.

A pandemia da Covid-19 está pondo à prova o quanto de humanidade temos dentro de nós, o quanto somos capazes de nos colocar no lugar do outro, saindo do nosso próprio umbigo.

Não dá mais para pensar somente em si mesmo, afinal, o outro pode nos contaminar. Nós podemos contaminar o outro.

Tomar as precauções sozinho não adianta de nada.

O coletivo é que importa; aliás, é o que sempre deveria ter importado.

A maioria das pessoas não estava nem aí, não se importava, não queria saber, tampouco se interessava pela vida do outro.

Agora, somos obrigados a mudar, porque está bem claro que nossas vidas dependem das outras vidas.

Sem pensar no próximo, nenhuma vida dá certo. Sem conseguir perceber a dinâmica da vida em sociedade, ninguém consegue estar a salvo ou se curar.

Não basta somente se isolar.

É preciso, além de se recolher, colocar também em quarentena a maldade, a mesquinharia, o egoísmo, a ignorância, a ganância.

Nos países onde ocorre confinamento, o ar está menos poluído, a natureza está se renovando, os rios estão cristalinos.

Não existe outro culpado pela pandemia a não ser a irresponsabilidade humana. Sem essa consciência, o homem exterminará a si mesmo.

É preciso refletir sobre a efemeridade da vida, sobre nossas fraquezas e vulnerabilidades.

É preciso entender que ninguém é menos suscetível do que ninguém, que estamos todos no mesmo barco, que temos que remar em uníssono, ou todos afundaremos. Hoje, o planeta invoca o ser humano a ser humano.

É preciso confiar nas estatísticas, no que já aconteceu em outros países, no que a ciência tem a nos dizer.

É preciso pensar no todo.

Em tempos de corona, já não basta o amor próprio, é preciso amar o próximo também. Nossas atitudes alcançam as vidas vizinhas, e vice-versa.

Ficar em casa o máximo que puder é um ato de amor. Amor que salva vidas, inclusive a própria vida.

É assim que a gente pode sair de tudo isso mais humano, mais altruísta, mais gente de verdade. Só assim.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

A teoria de que a realidade mudou em 2012: Por que tanta gente acredita que algo quebrou no mundo

Em 21 de dezembro de 2012, o mundo deveria acabar, pelo menos segundo interpretações populares…

2 dias ago

O que passa pela sua mente no fim da vida? A ciência finalmente tem uma resposta

A morte é uma das questões que mais geram questionamentos na sociedade. Uma das mais…

2 dias ago

9 Cheiros que surgem do nada e podem ser avisos espirituais importantes

Você já sentiu um cheiro forte surgir do nada, sem origem aparente, e desaparecer poucos…

2 dias ago

Você vai desconfiar de todo mundo: Essa minissérie sobre assassinato que está dominando o Top 1 da Netflix

A Netflix adicionou mais um grande sucesso em sua plataforma e que vem tomando conta…

3 dias ago

Alerta amoroso: estes signos podem enfrentar separações em 2026, segundo a astrologia

O ano de 2026 mal chegou e vem carregado com uma energia intensa, marcada por…

3 dias ago

Como identificar uma pessoa má nos primeiros cinco minutos de conversa, segundo a psicologia

Você já saiu de uma conversa curta com a sensação de que algo estava errado…

3 dias ago