“Nós, seres humanos, desenvolvemos sistemas de memória que têm falhas, fragilidades e imperfeições”, escreveu Oliver Sacks.
Muito o que lemos, o que nos contam, o que os outros dizem, pensam, escrevem, pintam, em alguns momentos da nossa existência, dada a riqueza e a intensidade do fato em si, podem nos parecer como experiências primárias.
É como se tivéssemos vivenciado as situações com os olhos e ouvidos dos outros. Assimilamos valores, sonhos, projetos, ideais ou opiniões, ou seja, “entramos na mente dos demais”.
Como num sonho, eu mergulhei naquele mundo extraordinário descrito com uma riqueza de detalhes e emoções. Por alguns momentos, acreditei ter visto, sentindo e contemplado os mesmos sentimentos e sensações de minha progenitora.
Um dado que é essencial, no qual é um “óbvio ululante”, é evidente que cada ser humano possui sua visão de mundo, conceitos, preconceitos, opiniões, palpites, conclusões e achismos. Somos um ser único no planeta.
Fico surpreso quando leio e pesquiso sobre o nosso inconsciente. E noto como ele é decisivo em determinada ação ou pensamento.
Muitos conflitos de opiniões são influenciados por nosso inconsciente.
Por exemplo, um casal que briga pela forma de como deve ser espremida a pasta dental: no início, meio ou fim? Ou a preferência pela cor do tapete: verde ou vermelho? Ou como deve ser organizado as roupas no armário: por cores ou por peças?
Nesse ponto, parece clichê insistir que o diálogo é fundamental em situações de conflito, de tensão, de arrebatamento das paixões. “O diálogo só é diálogo se todos os lados envolvidos admitirem que não dominam a verdade absoluta sobre todas as coisas”, pondera José Francisco Botelho.
Ainda segundo Botelho, “é um acordo tácito, pelo qual todas as visões de mundo são colocadas sob escrutínio”. Diálogo significa encarar o nosso reflexo – o outro – sem desviar os olhos. Realmente não é uma tarefa fácil, é um processo incômodo e às vezes enervante.
Mas numa pretensa cultura de paz, o diálogo e a cooperação deveriam estar mais presentes que o julgamento e as divergências.
Adotar uma posição de abrandamento, em que nos tornamos mais generosos, abertos e receptivos, em que admitimos que não é vergonhoso querer mudar de ideia quando há uma boa razão para isso.
Porque, afinal, ideias são ideias. São mutáveis.
Pois, então, vamos assumir a famosa sentença de Raul Seixas: “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha ideia formada sobre tudo…”
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