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Busco um amor que me abrace o coração e me aceite como sou…

Normalmente, os temas que encontramos para assuntos assim se encaixam mais em “transformo-me naquilo que você gosta para que enfim possa me amar”, ao invés do tema “busco um amor que me abrace o coração e me aceite como sou.”

Porém, hoje, falaremos do segundo tema, aquele que você usa pouco ou quase nunca, principalmente quando o assunto é conquistar aquela pessoa pela qual você sente atração.

Assistimos em centenas de vídeos pela internet, onde todo mundo diz coisas incríveis sobre como se comportar para conquistar determinada pessoa e nós, feito fantoches, acreditamos que todos, menos a gente, sabe a receita mágica de se conquistar alguém.

Acompanhando esse raciocínio, nós nos tornamos pessoas completamente diferentes do que realmente somos, para que possamos, enfim, impressionar, emocionar e finalmente conquistar aquela pessoa.

Se descobrimos que o cara gosta de mulher recatadinha, que vai à igreja, sem pestanejar, (mesmo nunca tendo rezado um Pai Nosso na vida) começamos a agir feito uma beatas, extremamente devotas a Deus e à caridade.

Transformo-me completamente para que aquele homem (aquela mulher) possa me ver e se apaixonar por mim, OU, apaixonar-se por quem PENSA que eu sou, certo?

Com os homens é a mesma coisa: se você é um nerd e a garota gosta dos saradinhos, você corre pra academia, tenta entender sobre suplementos, sucos calóricos e por aí vai, só pra chegar perto e ter assunto com ela.

Mas o que acontece depois? Depois que o outro descobre que você não passa de uma farsa? Acha mesmo que conseguirá manter um relacionamento dentro de uma mentira? A menos, claro, que você queira só uma paquera e nada sério. Neste caso, até pode ser que dê certo.

Bom, hoje, penso eu, depois de algumas tentativas inúteis de ser uma pessoa que não era pra conseguir atrair um olhar, tomei para mim a certeza que, se alguém tiver que gostar de você, gostará, seja de que forma for, dentro da verdade, dentro do verdadeiro amor.

Amor não enxerga marca de roupa ou se suas unhas estão bem feitas. Amor não aprecia estereótipos, ele ama a profundidade. O problema de tudo é que nos iludimos achando que buscamos amor, como se o entendêssemos!

Não entendemos nada a respeito dele! Onde já se viu eu mudar minha forma de ser, agir e pensar para que o outro pense que eu sou uma pessoa diferente da que eu realmente sou e assim, por consequência disso, venha a me amar? AMAR-ME? Somos assim capazes de nos mudar em tudo para que o outro nos admire e nos ame?

Onde tem andado nosso amor-próprio, nossa confiança em saber o que queremos e como e por que queremos sem precisar nos anular tanto?

Pois então, meus queridos, eu lhes digo a verdade agora: que eu não busco uma mentira, uma ilusão ou algo que me faça bem por minutos e que eu viva com medo de perder por, talvez, eu mostrar minha verdadeira personalidade. Eu não!

Eu busco um amor que abrace com toda força e carinho o meu coração e que seja capaz de me amar exatamente como eu sou. Gargalhando estranho depois de ouvir aquela piada horrível, curtindo um churrasco com os amigos (e comendo!), andando de pé no chão em dias quentes, admitindo para o outro não gostar de algo ou não saber fazer algo e por aí vai.

Porque, amados, quando seu amor se deitar do seu lado na cama e amanhecer ainda do seu lado, ele saberá a pessoa que escolheu e porque escolheu e não se arrependerá de ter feito tal escolha, afinal, você sempre foi o que demonstrou ser, ele o(a) amou não pelo que tem ou pelo que parece, mas pelo que você realmente é.

Então, não pareça um camaleão transformando-se a cada ambiente novo, só pra agradar, só para ser amado.

Seja essa sua autenticidade com seus defeitos e manias e, que bom que o outro já conhece e ama suas manias! Ele não vai se espantar! Ele já te amou assim…

Busco um amor que me abrace o coração e me aceite como sou…

Cris Souza Fontes

Escritora, blogueira, amante da natureza, animais, boa música, pessoas e boas conversas. Foi morar no interior para vasculhar o seu próprio interior. Gosta de artes, da beleza que há em tudo e de palavras, assim como da forma que são usadas. Escreve por vocação, por amor e por prazer. Publicou de forma independente dois livros: “Do quê é feito o amor?” contos e crônicas e o mais espiritualizado “O Eterno que Há” descrevendo o quão próximos estão a dor e o amor. Atualmente possui um sebo e livraria na cidade onde escolheu viver por não aguentar ficar longe dos livros, assim como é colunista de assuntos comportamentais em prestigiados sites por não controlar sua paixão por escrever e por querer, de alguma forma, estar mais perto das pessoas e de seus dilemas pessoais. Em 2017 lançará seu terceiro livro “Apaixonada aos 40” que promete sacudir a vida das mulheres.

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