Destaque

Afastar-se de certas pessoas também é um ato de amor

Afastar-se também é um ato de amor, de amor pelo outro e de amor próprio.

A convivência é uma arte. Relacionar-se é uma arte e tanto. Uma diversidade gigantesca de pensamentos, ideias, comportamentos, histórias, tendo que frequentar espaços em comum.

Cada um sente o mundo, as coisas, a vida, de uma forma única, e ficar ao lado de divergências torna-se uma tarefa hercúlea.

O choque entre uma pessoa e a outra vem exatamente de dentro de cada um.

Vem do enfrentamento do que não tem a ver com a gente, vem da necessidade de olhar e enxergar além do próprio umbigo.

Vem do medo do desconhecido, do que não é seguro, do que se nega a entender. E o choque se potencializa de acordo com o grau de aceitação de ambas as partes.

Fala-se muito da necessidade da empatia, nesse mundo cada vez mais violento e egoísta, em que valores morais sucumbem ao poder material, em que as aparências são cartão de visita, em que tudo parece importante, menos o que se é e se carrega no coração.

E, embora essa tecla da tolerância e do entendimento seja batida por todos os meios midiáticos, a sociedade, em sua maioria, aparenta caminhar mais fundo pelas estradas da jornada egocêntrica e isenta de empatia.

Na verdade, devemos tentar entender as pessoas, tolerar as diferenças e aparar as arestas em nossos relacionamentos, dialogando e ouvindo ao mesmo tempo.

Ninguém é o senhor da razão, ninguém é dono absoluto da verdade, somos todos humanos em constante evolução – se assim nos permitirmos.

Porém, existem pessoas que se negam a tentar entender, conhecer, aprender um ponto de vista divergente. Não saem da bolha, não se deslocam um centímetro de sua zona de conforto. Impossível conviver em harmonia com gente assim.

E isso ocorre inclusive com quem amamos, com quem temos alguma história.

Nesse caso, para que o amor se sustente, é necessário distância.

Afastar-se também é um ato de amor, de amor pelo outro e de amor próprio. Não adianta insistir em certas pessoas.

Não fique batendo na mesma tecla.

Há tantas teclas, há tantas pessoas, há tantos lugares.

Se for para bater, bata um papo com gente positiva, bata um bolo de chocolate, um suco, um drinque, mas, por favor, não faça papel de trouxa.

*Foto de Adrian Swancar no Unsplash

VOCÊ JÁ VISITOU O INSTAGRAM E O FACEBOOK DO RESILIÊNCIA HUMANA?

SE TORNE CADA DIA MAIS RESILIENTE E DESENVOLVA A CAPACIDADE DE SOBREPOR-SE POSITIVAMENTE FRENTE AS ADVERSIDADES DA VIDA.

Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

Quantos rostos você consegue ver nesta árvore? Não existe resposta certa — e isso diz muito sobre como você enxerga o mundo

À primeira vista, é só uma árvore comum, com galhos secos e uma copa ampla.…

4 horas ago

“Não tenho tempo! Ele está na escola, então o problema é seu”: professora revela frustração com pais que não desfraldam os filhos

Uma professora primária do sul da Inglaterra decidiu desabafar ao jornal britânico Daily Mail sobre…

4 horas ago

Você se lembra dela? Ela virou sensação nos anos 60 com um programa de TV e, décadas depois, ainda brilha ao lado da própria filha no Oscar

Tem rostos que atravessam gerações sem perder o brilho. Esse é um deles: uma atriz…

4 horas ago

Ele foi um dos maiores ídolos teen dos anos 80 — e morreu na pobreza depois de tentar vender os próprios dentes e cabelo. Você lembra dele?

Nos anos 80, era impossível não reconhecer aquele rosto. Poucos anos depois, o mesmo ator…

1 dia ago