QUEM BATE, ESQUECE. QUEM APANHA, NÃO!

Fabiana Dainese Mauch

Todos nós já tivemos aquela desagradável sensação do arrependimento após termos proferido uma palavra ingrata, impensada ou dura demais.

Normalmente a atitude impensada é executada em um momento de raiva, de falta de lucidez, momento em que não conseguimos “contar até dez”, agimos no calor da emoção, espontaneamente dizemos algo sincero que pode machucar “quem apanha”. Geralmente, o problema não é o que se diz, mas a forma, isto inclui as palavras utilizadas, o tom de voz e o descontrole, podemos pecar na forma e inevitavelmente perder a razão.

O pedido de desculpas só se torna possível depois que a raiva passa…e muitas vezes quem o aceita está relevando para evitar mais discussão. Após o pedido de desculpas aceito, é natural que “quem bateu” se sinta mais relaxado e menos arrependido, ao passo que, “quem apanha”, pouco a pouco está acumulando uma certa insatisfação, que pode “explodir” repentinamente de diversas formas, para surpresa de “quem bate”! E por que normalmente “quem bate” esquece e “quem apanha”, não?

“Quem bate” agiu por impulso, instinto, portanto é natural que não haja registros importantes em sua memória, por outro lado, “quem apanha”, teve seu ego ferido, auto estima abalada e consequentemente não esquecerá facilmente ou carregará a mágoa consigo para sempre!

Uma relação pode se abalar definitivamente ou se desgastar profundamente após muitas declarações espontâneas de ingratidão, insensatez ou raiva. Vamos cuidar da nossa palavra porque ela tem poder!

Podemos dizer o que pensamos de diversas formas, não precisamos aguardar o momento em que não conseguimos “contar até dez” para fazer isto! Escolhamos o momento certo e nos policiemos. Isto envolve também o escrever, não declare seu momento de insensatez por escrito, muitas vezes não conseguimos conter o impulso ao ler algo que julgamos inconveniente, devemos aguardar para não se arrepender depois, “conte até dez”, pois uma vez registrado e enviado está na história, assim como a palavra fará parte da vida da pessoa que a recebeu! Portanto, cautela!

Outro aspecto importante, normalmente “quem bate”, o faz com pessoas próximas. Como isto é possível? As pessoas, as quais deveríamos amar acima de tudo acabam “apanhando” sem merecer. Por que? Inconscientemente sabemos que, quem nos ama, nos perdoa.

Por isto, geralmente, não saímos por aí declarando espontaneamente nossa rispidez à colegas de trabalho, amigos e familiares não próximos. Porém, é muito injusto machucar quem nos ama e a quem amamos. Respire fundo e “conte até dez” e se for para fazer declaração, que seja de amor!

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Fabiana Dainese Mauch
Apesar de apaixonada por filosofia, psicologia e relações humanas, estudou e trabalha na área de exatas, encontrando na escrita uma forma de se aproximar de suas paixões. Ama pensar sobre a vida e o que podemos fazer para melhorar o mundo e a nós mesmos.

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