Dois dedos de silêncio

Marla Queiroz

Há dias meu coração sufoca de confusão e de angústia.

Não sei ao certo o que pensar e não posso controlar o que sinto.

Eu mergulhei num silêncio denso e tento encontrar forças e aconchego no vazio.

Muita coisa construída e suspensa; caminhar agora significa deixar pra trás sonhos que estavam sendo realizados.

Eu não consigo entender que se o amor era nossa fortaleza, por que deixamos que tudo se estilhaçasse e esquecemos o nosso compromisso com a superação para mantermos bonita a nossa história.

Se tantas etapas foram vencidas, por quais caminhos perdemos a nossa harmonia? Pois o que é externo não deveria ter a força de nos separar quando o que pulsa dentro de nós é e sempre será grandioso e espiritual.

Não nos encontramos por acaso, é triste demais ter no acaso a nossa ruptura.

Como é difícil te dizer adeus.

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Marla Queiroz
Poeta, escritora, jornalista. Quando eu morrer, escrevam na minha lápide: "aqui jaz uma poeta que morreu de rir".

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