5 venenos que mantêm uma mulher em uma relação tóxica – e seus antídotos

  • Antes de iniciarmos nossas reflexões precisamos esclarecer o que pode ser definida como sendo uma relação tóxica:
    • O marido só sabe criticar. Uma pessoa que nunca elogia ou reconhece o lado bom de seu cônjuge é alguém negativo, controlador, que destrói os laços dos bons sentimentos, portanto, é uma pessoa tóxica. Mulheres que aceitam viver assim, quase sempre possuem baixa autoestima e deixam que se estabeleça uma relação pela qual o marido domina e ela obedece.
    • Ele é desleal. O marido não é comprometido com o casamento e já nem se acanha com a própria infidelidade, não se compromete afetivamente e ainda é desonesto nas questões financeiras, estabelecendo uma relação destrutiva.
    • Ele é um viciado incorrigível. Qualquer tipo de vício compromete a saúde da relação e destrói a possibilidade de uma vida satisfatória. A relação é doente quando o marido não aceita mudar e, pior ainda, cultiva seus vícios, obrigando a mulher a se render a eles.

    Se você tem vivido uma relação assim, entende que precisa sair dela, mas se não se sente forte para tanto, analise alguns medos comuns em mulheres na mesma situação e como se livrar deles:

  • 1. Não ser boa o bastante para reconstruir a própria vida

    Mulheres envolvidas em relacionamentos tóxicos se tornam cada vez mais dependentes emocionalmente e acabam acreditando no ditado popular “ruim com ele, pior sem ele”. Pessoas tóxicas costumam humilhar, menosprezar tanto a outra que o relacionamento se torna mais e mais doentio, porque a esposa segue acreditando que não merece uma vida melhor.

    Antídoto: Uma forma de livrar-se dessa dependência emocional é enumerar os adjetivos usados por seu parceiro. Converse com alguém de sua confiança, de preferência um profissional e estabeleça racionalmente quais os adjetivos que, realmente, se encaixam em sua personalidade. Com certeza você irá perceber que é um ser humano muito melhor do que tem se deixado chamar.

  • 2. Não conseguir ter ou manter filhos

    Mulheres entre trinta e quarenta anos costumam ter medo de terminar uma relação e não conseguir realizar o sonho da maternidade. E as que já possuem filhos se preocupam em criá-los longe da figura paterna.

    Antídoto: Para afastar esse medo talvez seja o bastante refletir sobre como seria a convivência de seus filhos com um pai com tantos exemplos negativos. O que isso influenciaria na formação da personalidade deles?

  • 3. De não ser o momento certo

    É comum mulheres que vivem um relacionamento tóxico protelarem o momento de chamar o parceiro à responsabilidade, desculpando os atos dele. Ou eles estão doentes, ou sofreram muito na infância, enfim… Buscar justificar as atitudes do parceiro é uma das características de mulheres dependentes emocionalmente.

    Antídoto: Faça uma lista de tudo o que você deseja em seu relacionamento e mostre para seu parceiro, se ele não aceitar suas exigências e ainda continuar destratando você, o momento é de decisão: é assim que quer viver para sempre?

  • 4. Que algo terrível aconteça ao parceiro

    É comum o medo do que possa acontecer ao parceiro caso seja abandonado, afinal existe um sentimento em relação a ele. A culpa também é acionada pela baixa autoestima que faz com que a mulher acredite que é responsável até mesmo pelos maus-tratos pelos quais é submetida.

    Antídoto: Melhorar a autoestima é o caminho mais curto para a autoconfiança e a consciência de que não podemos nos responsabilizar pelos atos alheios e nada justifica comportamentos viciosos e tóxicos. Talvez o melhor para ele seja mesmo se ver sozinho, pode ser uma oportunidade para buscar ajuda.

  • 5. Que ele tenha um novo relacionamento melhor

    Você pode ter medo de que seu parceiro venha a formar uma nova família, afinal isso parece confirmar tudo o que ele dizia sobre você. No entanto, a verdade pode ser muito diferente; perdendo você talvez ele se conscientize e passe a agir diferente ou, o mais provável, que ele venha a estabelecer uma nova relação tóxica.

    Antídoto: Não se trata do que vai acontecer com ele, e sim na mudança na sua própria vida, esse deve ser o seu foco sempre.

    Sair de um relacionamento tóxico exige determinação e, acima de tudo, amor-próprio e consciência dos próprios limites. Para tanto é fundamental desapegar-se do passado.

VIASuely Buriasco
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Resiliência Humana
Bem-estar, Autoconhecimento e Terapia



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