Recentemente, nas redes sociais, o cantor Zezé di Camargo se tornou assunto entre os internautas após uma publicação de um vídeo em que fala sobre um capítulo do seu passado político. Na gravação, ele afirma que se arrepende de ter apoiado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em campanhas presidenciais anteriores.

A mensagem foi direcionada, em especial, aos eleitores do Nordeste e saiu um dia depois de o artista participar, em Goiânia, de um encontro de cantores sertanejos em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), então candidato no segundo turno.

O que Zezé disse no vídeo

O cantor contou que participou das duas primeiras campanhas vitoriosas de Lula e lembrou que uma música de sua autoria, “Meu País”, foi usada como tema em mobilizações do partido naquele período.

Ele afirmou que, em sua visão atual, ajudou a espalhar uma narrativa que não correspondia à realidade. Zezé também disse que teve proximidade com pessoas do meio político na época, mas que recusou propostas de vantagens pessoais. Ao comentar que poderia ter enriquecido, resumiu: “Eu não topei”.

A crítica às políticas assistenciais

O trecho que mais circulou foi o das críticas ao modelo de programas sociais e ao discurso de campanha. Zezé reprovou o uso do medo de perder benefícios como argumento eleitoral e defendeu que oportunidades de estudo, trabalho e crescimento geram mais desenvolvimento do que a dependência permanente de auxílios.

A frase que virou manchete foi dita por ele nesse contexto: “Ninguém fica grande com esmola”.

O encontro dos sertanejos em Goiânia

O vídeo veio na sequência de um evento realizado na terça-feira, 20 de outubro, em Goiânia, quando mais de 30 artistas sertanejos declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Entre os nomes citados estavam Gusttavo Lima, Marrone, Felipe Araújo, Murilo Huff e a dupla Jorge e Mateus, além do próprio Zezé Di Camargo.

Na ocasião, Flávio agradeceu aos cantores e falou em “devolver às pessoas o direito de voltar a sonhar”. A movimentação mostrou como o meio sertanejo, um dos mais populares do país, esteve presente na reta final da disputa.

O que aconteceu depois

O segundo turno foi realizado em 25 de outubro. De acordo com os dados do TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro. Ou seja, o vídeo foi gravado antes da definição do resultado, e a repercussão se deu num cenário de disputa apertada.

Uma carreira que atravessa gerações

Fora da política, Zezé Di Camargo é um dos nomes mais conhecidos da música sertaneja. Ao lado do irmão Luciano, estourou em 1991 com “É o Amor”, canção de sua autoria que se tornou fenômeno nacional. Vieram depois sucessos como “No Dia em Que Eu Saí de Casa” e “Pão de Mel”, que marcaram os anos 1990 e 2000.

O filme “2 Filhos de Francisco” (2005), que conta a história da família, deu novo fôlego a esse repertório.

Imagem de Capa: Zezé di Camargo








Jade Lourenço
Formada em Design Gráfico e atua como criadora de conteúdo para o Resiliência Humana, onde escreve artigos voltados para saúde, bem-estar, relacionamentos e entretenimento. Apaixonada por gatos, viagens e novas culturas, busco transformar informação em conteúdos leves, envolventes e acessíveis para o público.