Muitas pessoas possuem o péssimo hábito de roer as unhas. Contudo, esse hábito, que muitos consideram inofensivo, vai muito além disso.
De acordo com a psicologia, esse comportamento pode funcionar como um sinal silencioso de como a mente reage ao estresse, à ansiedade e à dificuldade de autorregulação emocional.
Conhecido cientificamente como onicofagia, o hábito aparece com frequência na infância, mas quando persiste na vida adulta costuma indicar que algo merece atenção.
O que é onicofagia?
A onicofagia descreve o comportamento repetitivo de roer unhas e, em alguns casos, cutículas. Muitas pessoas fazem isso de forma automática, sem perceber, especialmente em momentos de tensão, tédio, preocupação ou excesso de estímulos.
Diferente de um gesto ocasional, a onicofagia se caracteriza pela repetição frequente e pela dificuldade de controle, mesmo quando a pessoa reconhece os prejuízos.
Por que a psicologia associa o hábito a fatores emocionais?
Especialistas explicam que roer as unhas funciona como uma válvula de escape emocional. O gesto gera uma sensação momentânea de alívio, o que reforça o comportamento e cria um ciclo difícil de quebrar.
Estudos apontam associação entre a onicofagia e condições como:
- Ansiedade elevada
- Dificuldade de concentração
- Impulsividade
- Estados prolongados de estresse
Em alguns casos, o hábito também aparece ligado a quadros de atenção dispersa e baixa tolerância à frustração.
Por que o problema tende a piorar na vida adulta?
Na infância, o comportamento costuma diminuir com o amadurecimento emocional. Já na vida adulta, a persistência da onicofagia pode gerar impactos físicos e sociais, como:
- Danos às unhas e aos dedos
- Maior risco de infecções
- Desconforto estético
- Vergonha e queda da autoestima
Muitas pessoas evitam mostrar as mãos ou falar sobre o assunto, o que reforça o sofrimento emocional.
Roer as unhas é apenas um mau hábito?
A psicologia não classifica automaticamente a onicofagia como um transtorno. No entanto, quando o comportamento é frequente, intenso e causa prejuízos, ele passa a ser visto como um sinal de alerta, não apenas um costume.
O hábito costuma indicar dificuldade em lidar com emoções internas, especialmente quando surge de forma automática e repetitiva.
Como reduzir o impulso de roer as unhas?
Caso esse hábito esteja te atrapalhando e você deseja mudar isso, saiba que exige mais do que força de vontade. Estratégias eficazes incluem:
- Identificar os gatilhos emocionais que levam ao comportamento
- Criar barreiras físicas, como esmaltes de gosto amargo ou proteção temporária nas unhas
- Manter as mãos ocupadas, usando objetos antistresse
- Trabalhar a ansiedade, com técnicas de respiração e organização emocional
Em casos persistentes, o acompanhamento profissional ajuda a tratar a causa do comportamento, e não apenas o sintoma.
Quando buscar ajuda profissional?
Se roer as unhas causa ferimentos, dor, constrangimento ou interfere na rotina, vale procurar um profissional de saúde. Psicólogos e outros especialistas ajudam a identificar os fatores emocionais por trás do hábito e a desenvolver estratégias mais saudáveis de regulação emocional.
O que esse hábito revela, afinal?
Roer as unhas não define quem você é. Mas revela como sua mente tenta lidar com pressões internas. Entender esse comportamento é o primeiro passo para substituí-lo por respostas mais conscientes e saudáveis.
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