Comportamento e Psicologia

Você nunca lembra dos sonhos? A psicologia explica o que isso diz sobre sua mente

Enquanto o corpo descansa durante a noite, o cérebro continua em plena atividade. Mesmo sem estímulos externos, ele organiza memórias, regula emoções e cria imagens internas que conhecemos como sonhos.

Contudo, diversas pessoas relatam que ao acordar, não consegue recordar de nada do que sonharam na noite anterior. Dessa maneira, gera uma dúvida comum: isso significa alguma coisa do ponto de vista psicológico?

A resposta é sim, mas não da forma alarmista que muitos imaginam.

Não lembrar dos sonhos não significa que você não sonha

Todo mundo possui a capacidade de sonhar, no entanto, não são todos que conseguem registrar o sonho na memória consciente após o despertar. De acordo com a psicologia, o esquecimento dos sonhos é um fenômeno normal, ligado ao funcionamento do cérebro durante o sono.

Grande parte da atividade onírica acontece sem que o conteúdo seja armazenado na memória de longo prazo. O sonho ocorre, cumpre sua função emocional e cognitiva, e desaparece em segundos ao acordar.

O papel das fases do sono na memória dos sonhos

A lembrança dos sonhos está diretamente relacionada às fases do sono. Os sonhos mais vívidos costumam acontecer durante o sono REM, estágio em que o cérebro apresenta alta atividade.

Quando a pessoa desperta durante essa fase, as chances de lembrar do sonho aumentam. Já despertares em fases mais profundas tendem a “apagar” rapidamente qualquer imagem ou narrativa criada durante a noite.

O cérebro escolhe o que lembrar e o que esquecer

Do ponto de vista psicológico, o esquecimento dos sonhos também pode funcionar como um mecanismo de proteção emocional. Conteúdos internos complexos, conflituosos ou difíceis de processar nem sempre chegam à consciência de forma direta.

O cérebro filtra essas experiências para evitar sobrecarga emocional logo ao despertar. Desse modo, explica por que muitas pessoas passam longos períodos sem lembrar de sonhos, especialmente em fases de maior exigência mental.

Pessoas que lembram mais dos sonhos pensam diferente?

Alguns estudos indicam que pessoas que recordam sonhos com frequência tendem a apresentar maior sensibilidade emocional e maior atenção aos próprios estados internos. Elas transitam com mais facilidade entre o mundo interno e o consciente.

Já quem raramente lembra dos sonhos costuma ter um padrão mental mais voltado para o ambiente externo e para respostas rápidas ao despertar. Nenhum dos dois perfis é melhor ou pior, são apenas formas diferentes de funcionamento psicológico.

Estresse, rotina e corpo influenciam diretamente

Fatores físicos e emocionais afetam diretamente a memória dos sonhos. Entre os principais estão:

  • Noites mal dormidas
  • Horários de sono irregulares
  • Estresse prolongado
  • Cansaço mental intenso
  • Uso de álcool ou alguns medicamentos

Essas condições alteram a estrutura do sono e reduzem a consolidação das lembranças oníricas, mesmo quando os sonhos acontecem normalmente.

Quando a falta de lembrança merece atenção?

Esquecer sonhos ocasionalmente é absolutamente normal. No entanto, quando a ausência de qualquer lembrança se prolonga por muito tempo e vem acompanhada de cansaço constante, irritabilidade ou dificuldade de concentração, pode ser interessante observar a qualidade do sono e o estado emocional geral.

O sono não serve apenas para descanso físico. Ele participa ativamente da organização emocional e mental. Alterações persistentes nesse processo costumam refletir desequilíbrios mais amplos.

Sonhos influenciam mesmo quando não são lembrados

A psicologia clínica observa que os sonhos continuam exercendo impacto sobre o humor, as reações emocionais e a disposição diária, mesmo quando não são lembrados conscientemente.

Durante o sono, o cérebro cria associações, reorganiza experiências recentes e regula emoções acumuladas. A lembrança do sonho não é obrigatória para que esse trabalho interno aconteça.

O que isso revela sobre você?

Não lembrar dos sonhos não indica bloqueio emocional, frieza ou problema psicológico. Na maioria dos casos, revela apenas um padrão natural de funcionamento do cérebro, que prioriza o desligamento rápido ao acordar.

Mesmo em silêncio, os sonhos continuam fazendo o que sempre fizeram: manter o equilíbrio entre emoções, memória e saúde mental, longe da consciência, mas essenciais para ela.

Imagem de Capa: Canva

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