Você não era o amor da minha vida. A RESPOSTA.

Iandê Albuquerque

Você perguntou como estão por aqui, e eu poderia te dizer que estão indo muito bem, mas não seria verdade. Nada está bem desde que você foi embora. Eu sei que o mais correto a se fazer nesses momentos é ocupar a minha vida com algo, um curso novo, um trabalho voluntário, talvez sair sozinho até reconhecer que ter a minha companhia é melhor do que ter a sua. Mas o foda é que eu não consigo me convencer disso, tá difícil não te enxergar nas minimas coisas que faço.

E tudo que eu queria era te esquecer. De uma vez por todas. Mas parece que tudo acontece pra que eu lembre de você. Percebi que você havia me bloqueado das suas redes sociais, talvez seja melhor assim, eu sei. Só não consigo me acostumar com essa distância, porque cada dia que passa, penso que fica mais longe de te alcançar. Não que eu te queira de volta, só que eu não consigo lidar com o fato de que a gente precisou construir um muro entre nós pra não nos machucarmos mais. E isso dói, sabe? Dói saber que não precisava acabar assim.

Dia desses entrei no facebook e a primeira coisa que me aparece é um desse textos que falam sobre sentimento de um jeito que soca o peito da gente, sabe?

O texto falava que não tem como esquecer alguém que marcou a nossa vida. E eu sei disso, talvez esse seja o motivo por doer tanto ainda. Eu sei que não tem como esquecer alguém que esteve tanto tempo ao nosso lado, nos piores e melhores momentos. Não tem como esquecer porque não tem como apagar da memória. Aconteceu, está lá.

Não existe uma formula mágica que a gente toma e pronto, esqueceu! Não tem como acordar numa segunda-feira e dizer: ”passou, superei”. O que resta é aprender a conviver com a dor do fim, é se acostumar com a partida até que ela pare de doer. Eu sei que não há volta, e compreendo também que não precisa, nem existe razão pra ter.

Mas não tem como esquecer. A gente só segue porque é a unica escolha que a vida nos dá. Mas esquecer mesmo, não tem como. Superar é seguir em frente.

Portanto, essa é a minha resposta pra você. Estou indo.

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Iandê Albuquerque
Sou recifense, 24 anos, apaixonado por cafés, seriados e filmes, mas amo cervejas e novelas se houver um bom motivo pra isso. Além de escrever em meu blog pessoal e por aqui, escrevo também no blog da Isabela Freitas, sou colunista do Superela e lancei o meu primeiro livro em Novembro de 2014 pela Editora Penalux. .

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