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Uma casa bem habitada se alicerça de simplicidade, desapego, do cuidado com o outro e do respeito pelo próximo.

Sinto que algumas pessoas andam em busca de reconexão, de se acertarem com elas mesmas. Sinto uma grande procura pela meditação, pelo autoconhecimento, pela busca do equilíbrio e da paz interna. Afinal, uma casa bem habitada se alicerça de simplicidade, desapego, do cuidado com o outro e do respeito pelo próximo.

Eu estou assim. Talvez porque tenha sentido que a hora de sossegar o espirito em busca de mim mesma tenha aberto o caminho para a libertação dos sentimentos excessivos, do desapego da matéria, da cura da alma que muitas vezes sofreu com a turbulência do tempo, com os desentendimentos da vida, com o medo do amanhã, com o medo do tentar de novo e não sofrer.

Sinto essa responsabilidade dentro de mim. A de não querer mais que a guerra bata à minha porta e que eu possa solucionar meus problemas com mais calma no peito e menos agressão no coração respeitando os limites que habitam, respeitando os passos que tenho direito a dar, respeitando a luz maior que me acompanha dentro dos desígnios de Deus.

Sei que possuímos Sete Chacras em nosso corpo (Chacra – denominação sânscrita denominada: a força existente no corpo espiritual).

Li que somos mais afetados pelo Chacra cardíaco – Centro peitoral – justamente por ali conter a parte da espiritualidade a parte que nos liga ao etéreo e as coisas da alma humana.

É o que conduz as emoções e sentimentos. É ali que tudo acontece. Quando há esse bloqueio sentimos desconforto, tristeza, dor, angústia desespero e vazios que não se explicam.

Nem sempre é fácil adentrar essa casa profunda e cheia de segredos, mas há sempre a condição de cuidar melhor desse centro de energia que nos conduz ao aprimoramento de nós mesmos.

A vida é um grande mistério profundo. Muitas vezes não conseguimos entender os sinais emitidos a nós para que possamos dar continuidade ou para que possamos parar um pouco e nos aquietar em busca do equilíbrio interno.

Não somos máquinas, mas muitas vezes agimos como se precisássemos atropelar a vida para chegar ao centro daquilo que achamos o certo, muitas vezes não aceitamos que erramos e muitas vezes não damos chance dessa transição que muitas vezes se manifesta através do ranger de estrutura emocional.

Pessoas respiram, pessoas sentem, e o sentir verdadeiro está no amor na amizade na relação de justiça e verdade, na amizade que cria laços de fortalecimento.

Emoções muitas vezes nos levam ao declínio ou ao descontrole interno. O ódio a raiva, o medo, a possessividade, a inveja e tudo aquilo que sem perceber deixamos invadir e nos corroer por dentro.

Somos mais do que um corpo que se alimenta para se manter de pé, somos mais do que um invólucro material.

Assim como podemos levantar, também podemos ruir diante do que lançamos na vida.

Sinto que há uma nova era e que dentro dela poderemos mudar alguns hábitos existentes como o de não querer entender que enquanto vida necessitamos de alimento espiritual, boas atitudes e desprendimento de tudo que machuca.

Uma casa bem habitada não precisa de luxo, não precisa de ostentação ou de ser o centro das atenções.

Uma casa bem habitada se alicerça de simplicidade, desapego, de cuidado com o outro e de respeito pelo próximo. Se alimenta de alegria interna e força para continuar trilhando os acasos os caminhos os sonhos que moram ali dentro.

Estou construindo essa reconexão. Mal não faz; pelo contrário, consigo ver onde sinos tocam onde o vento sopra mais forte, onde o silêncio responde.

Dentro dessa transição estou deixando pra lá o lamento, estou sendo mais agradecida. Estou aprendendo a cultuar a saudação ao sol.

Sil Guidorizzi

Sou Paulista, descendente de Italianos. Libriana. Escritora. Cantora. Debruço-me sobre as palavras. Elas causam um efeito devastador em mim. Trazem-me â tona. Fazem-me enxergar a vida por outro prisma. Meu primeiro Livro foi lançado em Fevereiro de 2016. Amor Essência e Seus Encontros pela Editora Penalux. O prefácio foi escrito pelo Poeta e Jornalista Fernando Coelho. A orelha escrita pelo Poeta e jornalista Ivan de Almeida. O básico do viver está no simples que habita em mim.

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