Adélia Prado queria seu “Amor feinho”. Eu gosto do meu amor facinho _ um amor simples e recíproco, que cuida do essencial.
Por que tanta gente permite que o medo _ de perder, de não ser especial, de ser substituído _ seja o fio condutor de seu amor?
Por que não almejar um amor facinho, que fica porque quer ficar, que ama sem impôr condições, que aceita sem exigir mudanças, que acompanha sem necessidade de recompensa, que está presente sem máscaras ou imposições?
Amores turbulentos baseados no medo e na insegurança, repletos de idas e vindas, que geram dores e lágrimas só funcionam bem na ficção. No dia a dia quero meu amor facinho, decifrável, transparente e companheiro.
Que não camufle desejos, que exponha cicatrizes, que cresça de mãos dadas. Um amor sem escândalos, que ama sem escancarar e respeita abertamente. Que olha nos olhos, não tem medo de assumir, de acolher mãos dadas e afeto declarado. Que não domina, mas autoriza ser generoso sem ser submisso.
Um amor que me julga melhor do que julgo ser, que me aproxima de mim e me permite ser livre.
Um amor que “reabilite o meu coração”…
Um amor simples. Um amor facinho.
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