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Tem gente que acha uma delicia falar mal da vida alheia!

Em qualquer meio, seja ele na família, no serviço ou nos eventos sociais sempre existiu a fofoca, e o famoso falar mal da vida alheia.

Há dois aspectos envolvidos: o positivo e o negativo.

No positivo podemos citar apenas como meio de integrar pessoas ou grupos, mas tirando isso não é nada legal a reunião onde se delicia com o falar mal da vida alheia. Sem o qual ficariam totalmente sem assunto.

Geralmente esse grupo tem essa afinidade em comum e é o que os unem.

No aspecto negativo, pode-se acabar com a vida alheia com prejuízos de difícil reparação ou com danos impossíveis de serem reparados.

Entre os motivos para se falar mal do outro estão a falta do que fazer, a falta de algo produtivo a ser dito, a inveja, o mal entendido, o ódio, o ressentimento de situações mal resolvidas…. Resumindo, a falta de amor ao próximo.

O excesso de intimidade, bem como, de liberdade e abertura, levam a isso, podendo levar ao desgaste de qualquer tipo de relacionamento, ao fim de um casamento, ao fim de uma amizade, à perda do emprego, à perda da paz, à perda do equilíbrio, à perda da saúde, à perda da vontade de viver….

Envolvem mudanças de vários tipos.

Não dá para sair atrás do fofoqueiro de plantão para ir consertando o estrago.

Esse, escolhe muito bem a hora de falar e para quem falar, para acertarem bem o alvo escolhido.

Sempre é pelas costas, no intuito de denegrir a imagem alheia, pois não consegue ter por si só o que o outro tem (se ele não consegue ter o outro também não pode ter) ou para conseguir alguma vantagem indevida com esse plano infalível de ação.

Geralmente quem tem esse mau hábito é capaz de enxergar defeitos na vida de todo mundo, menos na sua.

São acostumados a julgar sem conhecimento de causa. Se incomodam com o cisco no olho do outro e se esquecem da trave nos seus próprios olhos.

A maioria dessas pessoas são dóceis e prestativas. Se aproximam e se dispõem a ajudar com uma única finalidade, qual seja, a de colher dados para ter o que falar, deturpar, adulterar, caluniar, injuriar, difamar…. E é lógico que com uma intenção por trás. Ninguém fala mal de ninguém à toa.

As vítimas das fofocas, em grande parte, são aquelas que se destacam: tendo um alto cargo, um bom emprego, uma linda família, muitos amigos. Ou seja, pessoas bem sucedidas.

Infelizmente, o caminho árduo trilhado para se chegar ao sucesso passa despercebido. Ninguém tem interesse de saber como foi.

Lamentavelmente, quem ouve a fofoca, nunca procura ouvir o outro lado. Simplesmente acredita e acaba sendo imparcial e injusto.

Somos seres sociáveis e ninguém conseguiria viver e sobreviver numa ilha deserta. Viver em sociedade faz parte, mas não é o bastante. É necessário viver com qualidade onde se impere valores e princípios. A vida por si só já tem os próprios desafios que são muitos e o que acrescentará o fofocar para destruir a vida alheia?

Se pararmos para pensar não é à toa que temos dois olhos, dois ouvidos, duas narinas, duas mãos e apenas uma boca.

Acredito que todo mundo já fez parte de algum grupo de fofoca na vida.

Ninguém é totalmente santo e vivemos num processo de evolução constante.

Com o tempo percebemos que a palavra é de prata e o silêncio vale ouro.

Acredito que a pandemia de COVID-19 não veio por acaso e para nada.

O mundo precisava mesmo parar para que o ser humano pudesse rever suas atitudes que não acrescentava em nada além de provocar algum tipo de martírio na vida alheia.

Antes mesmo do Coronavírus surgir já estava contaminado pela gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba.

O que podemos fazer daqui para frente, todos sem exceção é nos unir para fazer tudo em prol da humanidade, fazendo o bem, para que sejam resgatados valores que se perderam no tempo e acabaram ficando sem valor.

Essa com certeza será a maior evolução dos últimos tempos.

*Foto de Helena Lopes no Unsplash

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Idelma da Costa

Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.

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