Sim, amar pode ser assustador, quando ainda somos pequenos, egoístas, egocêntricos, vaidosos, mesquinhos.

Patricia Tavares

Tem pessoas que sonham amar de verdade, mas não se sentem merecedores por não encontrar o amor ou alguém que lhes dê valor.

Pedem ao universo, imploram um amor e um belo dia a vida traz, oportuniza uma pessoa especial, que a ame de verdade e que queira viver tudo. Mas a pessoa que tanto queria viver um grande amor, não entende nada de Amor, de construção, de afeto, de tecer uma história real, busca relações superficiais e vazias porque não tem cacife para bancar o que tanto pediu.

Porque amor não vem pronto, como uma pílula mágica que você toma e fica feliz para sempre, é necessário investimento, transformação, atenção, e amadurecimento.

É necessário construir tal sentimento que envolve tantos outros. Amar envolve, respeito, amizade, envolve afeto, confiança, paz.

Pessoas que desejam amar, mas não estão preparados, só causam sofrimento e dor, não enxergam que para viver uma história bonita necessitam investir muito, saírem da zona de conforto.

A dificuldade pode ser maior quando se deparam com alguém que tem potência, brilho e intensidade, que não se intimida e se expõe profundamente.

Entram em conflito porque querem do outro profundidade mas não estão dispostos a um mergulho profundo.

E na primeira oportunidade fogem dando vazão a qualquer caso vazio e momentâneo, para provarem a si mesmos que não estavam completamente inteiros naquela história, para saberem que quando quiserem podem sair a qualquer momento da relação.

Porque morrem de medo de entregas profundas e de que as mesmas possam modificar totalmente a sua maneira de ser e de entender os outros e o mundo.

Sim, amar pode ser assustador, quando ainda somos pequenos, egoístas, egocêntricos, vaidosos, mesquinhos.

Viver no vazio de uma existência pode ser a solução, quando temos dificuldades de sermos quem somos, quando confundimos o nosso valor e o valor das pessoas e coisas com ensinamentos estranhos de uma sociedade tão pouco embasada em realidades, que vende ilusões, e que prega valores tão equivocados, onde mais é menos, e menos é mais.

Passamos assim a entender, que quantidade é mais valioso que qualidade.

Que desconstruir é algo natural, que os sentimentos são descartáveis e nos apropriamos de um modismo que cada vez mais inventa tendências para justificar comportamentos dos mais variados, para nos convencer que só precisamos viver de momentos, e que na teoria do descartável, as relações passam a ser coisificadas e totalmente superficiais e não só as relações mas principalmente os sentimentos e as pessoas.

A construção de elo afetivo fora totalmente desconstruída e substituída pelas mais diversas confusões de comportamentos frios, distantes, de uma sociedade que já está pagando um preço muito alto pela falta da construção verdadeira do amor.

Esta sociedade inventou vários conceitos ilusórios em detrimento ao que jamais poderia ter sido descartado: o auto conhecimento, a solidariedade, o respeito, a arte da reflexão e de se colocar no lugar do outro, o cultivo dos bons sentimentos, e a tentativa de vencer o mal em nós, a gentileza, o afeto, o amor, a compaixão, o entendimento de que a vida não é feita somente de dinheiro, poder e competição.

Existe tempo para modificarmos o mundo e amar, transformando a nós mesmos, aprofundando as nossas relações, sendo quem somos, retirando todas as máscaras e construindo novos valores.

Priorizando o que realmente importa.

Independente das sensações que os bons sentimentos nos causem, que podem até ser de desconforto, por conta de nossas dificuldades, limitações, sombras, traumas, mas só os bons sentimentos constroem a verdadeira felicidade, a paz, um mundo mais humanizado e saudável. Só eles nos curam de nossos medos, inseguranças, de um passado de desamores.

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Patricia Tavares
Sou Psicóloga e Reikiana nível 2, trabalho há 19 anos em consultório com psicoterapia, hipnose clínica. Já trabalhei em hospital, núcleo de violência da mulher. Acredito na vida, no amor, nos bons sentimentos, no perdão, na beleza da alma, na superação, no ressignificar, na humanidade. Adoro escrever e falar sobre sentimentos, superações, motivar pessoas, conseguir promover o melhor, despertar o que possa ser maravilhoso em cada um de nós e libertar pessoas de suas prisões emocionais, com uma nova e especial forma de viver, independente dos acontecimentos da vida.