Ser livre é parar de tentar ser especial para os outros, para provar algo a si mesmo. Entenda como a inutilidade nos liberta.

Uma pessoa que aceita a sua inútilidade não recebe ataques, não instiga nos outros a vontade de ser eliminada ou retirada do local onde está. Ela está apenas focada no seu crescimento, no seu desenvolvimento e na razão da sua existência. Já uma pessoa que deseja ser útil, acaba chamando muita atenção, acaba despertando nos outros um desejo de a possuir para que possam se beneficiar da sua utilidade, ações e ideias.

Parece incoerente essa sentença já que, por toda a vida, buscamos ser úteis e desejamos que os outros reconheçam a nossa utilidade. Mas o que não percebemos é que, todas às vezes que, esse desejo fica mais forte, acabamos nos desdobramos para provar a nossa utilidade, e esse esforço descomunal nos faz cair em estado de sofrimento.

Aceitar a nossa inútilidade é olhar para a vida com humildade, enquanto tentar provar a nossa útilidade, nos torna arrogantes.

Vou explicar: Para que você possa entender a sabedoria que existe em parar de tentar ser útil, trarei a história da “árvore inútil”, uma velha parábola que nos ensina uma lição importante:

“A árvore inútil”

“Um carpinteiro e seu aprendiz caminhavam juntos por uma grande floresta. E quando se depararam com um carvalho alto, enorme, retorcido, velho e bonito, o carpinteiro perguntou ao seu aprendiz: “Você sabe por que essa árvore é tão alta, tão grande, tão retorcida, tão velha e bonita?” O aprendiz olhou para seu mestre e disse: “Não… por quê?”

“Bem”, disse o carpinteiro, “porque é inútil. Se tivesse sido útil, teria sido cortado há muito tempo e transformado em outra coisa. Mas um barco feito dele afundaria, um caixão logo apodreceria, uma ferramenta se partiria, uma porta vazaria seiva e uma viga teria cupins. É uma madeira inútil e inútil. É por isso que atingiu uma idade tão madura.

E é exatamente porque é inútil que ela pôde crescer tão alta, majestosa e tão bonita, é por isso, que você pode sentar à sua sombra e relaxar em um dia quente. Ninguém parece saber como é útil ser inútil como esta bela árvore.”

O aprendiz perguntou:

“O que é ser inútil?

É estar livre de se esforçar para se tornar algo, para ser alguém especial ou para provar algo a si mesmo. Ser inútil é simplesmente relaxar em quem você é, descansar à vontade, permanecer em sua verdadeira natureza de maneira fácil.

Quando não há nada para fazer, nada para ser, e nada para alcançar; Quando realmente deixamos de lado qualquer necessidade de ser de uma certa maneira, deixando tudo em paz, então somos verdadeiramente livres, como a árvore.”

Essa parábola nos leva a relfetir, quantas vezes, nosso senso de auto-estima, nos faz prisioneiros da necessidade de ser “útil” para outra pessoa. Nos faz reféns da necessidade de aprovação. E é justamente essa vontade de ser útil que nos leva a sentir que não somos o suficiente.

Prefira ser inútil e livre do que útil e escravo.

Ser livre é olhar para si mesmo e sentir que tudo o que você é já é o bastante.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar. Foto de Zachary Kadolph no Unsplash

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Robson Hamuche é Terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, compõe a equipe de terapeutas do Instituto Tadashi Kadomoto (ITK). É também idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana, grupo de mídia dedicado ao desenvolvimento humano, que reúne informação de qualidade acerca de todo o universo do desenvolvimento pessoal, usando uma linguagem leve e acessível.