Ser gentil consigo mesmo: os efeitos da voz interior…

Claudia Rocha

Muitas vezes, esquecemo-nos de olhar de fora para dentro, para nos podermos mudar de dentro para fora.
Temos que ver o nosso corpo, a nossa personalidade, o nosso Ego – de fora, através de uma perspectiva mais ampla e amorosa.

É apenas através do autoconhecimento que conseguimos concretizar este feito, e expandir a nossa consciência, para vermos a verdade sobre nós, e que somos mais que as camadas de humanidade que nos compõem, somos até mais que os nossos pensamentos.

Tem-se uma ideia pré-concebida do que é pensar, e de que o ato consiste em tomar decisões de ter cada pensamento, quando na verdade os pensamentos não passam de ondas elétricas que recebemos, e que tomaram forma (mesmo sendo uma forma não propriamente física) por causa da frequência que nos permitiu recebê-los.


O ato de pensar demasiado tornou o comum mortal num ser totalmente desligado do significado das suas emoções, que embora sejam também ondas elétricas que recebemos da origem – do Não-Físico – são também evidências corporais.
Ao adentrarmos num “tom” emocional, todo o nosso corpo toma forma para se adaptar a este tom. Nós formamos o hábito, o corpo se adapta.

Existe uma espécie de dualidade entre o pensamento versus emoção, como se as duas coisas fossem mecanismos totalmente opostos um do outro, quando o que deve haver é um equilíbrio, uma harmonia, que começa não no controle de um ou outro, mas na ligação com a Fonte de tudo isso.

E a Fonte é o nosso espírito, alma, o nosso divino interior que tantas vezes esquecemos que existe, graças às distrações e ocupações do quotidiano.

A sociedade desligou-nos subsconscientemente da Fonte de tudo, e é sempre por esta falta de conexão que andamos perdidos, à deriva.

A nossa essência espiritual fala para nós em diversas línguas, pode tomar variadas formas para fazer chegar a mensagem, que é o chamado para nos reconectarmos.

Apesar de termos todo o Universo a conspirar a favor de cada um de nós, e a mandar-nos sinais constantes do que devemos fazer, tendemos a complicar o que é tão simples.

Tentamos compensar pela nossa falta de conexão com vários argumentos, que querem chegar a uma conclusão racional. A mente prega muitas armadilhas, porque raciocinar leva sempre a uma conclusão, mesmo que tenha como objetivo inflar o nosso ego. Raciocinar, na verdade, raramente é o caminho propício à reconexão.

Temos que sentir, para poder receber os pensamentos que condizem com as respostas da Fonte. Temos que acessar, de todas as maneiras que pudermos, os sentimentos mais amorosos, mais leves, mais gentis.

Uns encontram conexão e equilíbrio instantaneamente nas técnicas de silenciamento da mente. A mente está tão transbordante de pensamentos, que parece impossível buscar, no meio disso tudo, apenas aqueles que nos levam à conexão.

O caminho é sempre o sentir primeiro, para receber os pensamentos depois.

Mas há um fator indicativo naquilo que estamos a atrair com os nossos pensamentos: a maneira como falamos conosco, o tom da voz que fala de mim para mim.

O amor-próprio é sempre um espelho com dois lados. A maneira como me trataram durante a vida reflete-se na maneira como eu me trato. A maneira como trato a mim reflete na maneira como trato os outros.

Parece um ciclo difícil de quebrar, porque somos seres de hábito, e aprendemos com a prática, a longo prazo. Para começar esta jornada e iniciar um novo ciclo, temos que começar por identificar o tom dessa voz interior.

Os seres que acompanharam o nosso crescimento, e o “mix” de energias que carregaram e “descarregaram” em nós para absorver, influenciam a maneira como nos tratamos quando a fase de absorver termina, e escolhemos formar a nossa personalidade.

Assim, a voz com que falavam conosco quando crianças, ressoa por toda a infância, e se ela se mantiver, permanece na idade adulta. Adquirimos o seu padrão, a sua energia, a maneira como nos trataram passa a ser a maneira como nos tratamos.

Autocuidado é a arma mais poderosa para permanecermos em conexão com o divino na vida diária. Aprender a cuidar de nós muda tudo, e isso começa quando decidimos mudar a nossa voz interior.

Como fala consigo mesmo? Como falavam quando ainda estava aprendendo sobre quem você era? As vozes de um e outro coincidem, ou decidiu introduzir um novo tom, uma nova frequência?

Sejam gentis consigo, pois a vida é um espelho. Para viver uma vida mais plena de todas as coisas que merecemos, temos que nos sentir merecedores, ao ponto de nos tornarmos aquilo que queremos atrair.

Ao tornar-se amor, já não sentirá necessidade de ter amor de fora. Mas esta é a melhor parte, porque assim que você desapegada das condições externas, elas se transformam completamente, e aí você já não vai mais ligar para os detalhes do que recebe fisicamente, pois será sempre consciente da energia que decide emanar.

Não há como voltar atrás. Assim que aprendemos, praticamos e sentimos a verdade sobre o que é realmente cuidar de nós, e elevarmos o nosso amor-próprio mesmo que através de pequenas maneiras no dia a dia, temos sempre a noção que todos os problemas se resolvem retornando a essa essência amorosa.

Começa em nós, e chegará sempre à Fonte de todo o amor que merecemos sentir.

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Claudia Rocha
Portuguesa, autora do blog Vibe High - reflexões e dicas sobre Lei da Atração e como criar a nossa própria realidade.

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