“Seguir em frente é simples, é o que nós deixamos para trás que é difícil”. – Clarice Lispector.

Você acredita que para viver uma vida plena basta querer?

Sim, uma vida feliz é uma questão de escolha. A arte dos bons hábitos e dos pensamentos positivos, bem como, das boas atitudes, pode ser construído.

Rever e repensar nossa vida, principalmente com relação aos problemas que se repetem é de suma importância, para achar o fio da meada perdido.

É uma arma poderosa, que nos poupará de desperdiçar energias com sofrimentos desnecessários e o pior, em vão, que não acrescenta em nada. Só o tempo será necessário para nos conhecermos melhor.

Parece que algumas pessoas nascem prontas; outras levam anos; outras uma vida inteira.

Independentemente de acharmos que os outros são ou não, bem resolvidos, na realidade todos nós estamos no mesmo barco do caminho do autoconhecimento.

O que importa mesmo é que sempre há tempo para mudar em nós aquilo que nos incomoda e até nos prejudica. Somos seres humanos em construção e em constante evolução.

A vida muda, eu mudo, você muda e nós mudamos, o tempo todo. Nessa concordância verbal, não há como discordar e estamos de comum acordo, é fácil. Difícil mesmo é o resto: a discórdia e o novo, nascido a partir das adversidades, das contradições, das rivalidades, das competições.

O nosso ser em contato com a diversidade das circunstâncias alheias à nossa vontade e de fatos inesperados e imprevisíveis vai se flexibilizando.

É a vida! Ela vai nos moldando a cada minuto num dinamismo sem fim.

O romper daquilo que consideramos como certo e imutável nos traz dor e sofrimento e nos leva a um caminho sem volta apenas aparentemente e temporariamente, se não cuidarmos da raiz do problema.

Como já dizia a poetiza Clarice Lispector: “Seguir em frente é simples, é o que nós deixamos para trás que é difícil”.

O romper da rigidez da convicção é o que faz com que nossa armadura invisível se quebre para dar espaço à construção de uma nova roupagem, mais maleável, funcionando como uma segunda pele, aliás se sobrepondo à nossa pele.

É aí que mora o perigo.

A armadura ficou apenas disfarçada como segunda pele, não se rompendo totalmente.

Temos o mal hábito de repetirmos comportamentos tanto nossos, como dos outros, incorporados pela convivência.

Um hábito consciente, que se torna um mal hábito inconsciente e consequente sem noção, por não sabermos o porquê daquele comportamento que pode até ser compreensivo por causa das circunstâncias, mas não se justifica de modo algum.

Um hábito sem a razão de ser, que se torna insalubre para a própria pessoa, bem como as pessoas ao redor. Se transformando numa verdadeira máquina de fazer doidos. Onde todos saem afetados, por se tratar de um círculo vicioso, onde todas as atitudes se perdem entre o compreensível e o não justificável.

É por isso que se torna imprescindível um olhar atento, que vem de fora. Um especialista capaz de reverter todo o mau agouro, cortando de vez o mal pela raiz dos traumas da criança ferida, que podem inclusive ser de situações recentes de grande dor e sofrimento como adultos.

Se assim não for, vamos continuar tendo atitudes inconscientes nada a ver com nada, pelo simples fato de repetirmos os “maus hábitos” enraizados pelos traumas, frutos de situações de muita dor não resolvida ou mal resolvida.

Quando não estamos bem devido a um grande trauma não curado, à medida que entramos em contato com os diversos modos de pensar, agir e daquilo que acontece de ruim no mundo, vamos saindo da zona de conforto do tudo sei, e é isso que nos leva à uma viagem insana, que nos deixa perdidos em meio a um turbilhão de diferentes respostas aparentemente certas.

O universo da dúvida é cruel. E é justamente isto que nos fazem parar inúmeras vezes para que possamos refletir melhor.

É o momento próprio do sair do olhar para o próprio umbigo e olhar para o horizonte.

Esse dinamismo todo é necessário para o nosso aprendizado diário e o que nos leva ao crescimento. Crescer incomoda e é desconfortável.

É bem assim: o tempo todo vamos nos construindo e desconstruindo, significando e ressignificando na busca de algo melhor que nem sabemos direito como funciona.

Inúmeros são os questionamentos que nos cercam e o que nos levam também a fazer um monte de perguntas, do tipo: por quê, para que, como assim, não estou entendendo nada…?

Tem horas que tudo perde uma razão de ser diante de tantas perguntas sem uma única resposta certa.

E o que mais almejamos, é a bendita assertiva.

Não poupamos esforços para ir ao seu encontro e quando encontramos, já estamos numa nova fase da vida e assim começa tudo de novo. Não tem fim. Um eterno enxugar o gelo.

Quebramos armaduras constantemente e o pior, ficamos com a pulga atrás da orelha, e ficamos desconfiados de que a nova armadura é a mesma de outrora.

Parece tudo igual, na sua essência pré-histórica, mudando totalmente as situações e os personagens.

A mesma armadura de sempre. E como é amarga!

E assim vamos, dia após dia, anos após anos. Não para nunca e nem cessa.

Quando estamos de boa e quando menos esperamos somos novamente surpreendidos e tudo parece se repetir e começa tudo de novo. Um verdadeiro e constante martírio necessário para que aprendamos algo maior e melhor.

O mais impressionante é que apesar das situações serem totalmente diferentes e apesar de encontrarmos em fases totalmente diferentes, elas parecem se repetir.

E se formos analisar a fundo, vamos chegar à conclusão de que tem a ver com nossa criança ferida. Dos nossos traumas passados independentemente da idade. Podemos até chegar a essa conclusão e tentar criar nosso próprio mecanismo de defesa para enfrentamento do repeteco.

Pode até parecer válido ao conseguirmos seguir em frente, mas logo-logo a inquietude vem a tona e começa tudo de novo.

“Seria como numa montadora de carro em que há o controle de qualidade e ao perceberem o defeito, vão até a raiz do problema para solucionarem de vez, usando várias perguntas, pois sabem que apenas numa única pergunta, apesar de resolver momentaneamente, o problema permanecerá e tornará a dar defeito.”. Segundo exemplo dado em uma das live do Instagram @rhamuche do Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana.

Enfim, ao percebermos repetições em nossas vidas que nos fazem sofrer, bem como os outros, é necessário buscar por ajuda o mais rápido possível.

Só os profissionais têm a chave para propiciar a qualidade de vida perdida.

Invista no seu crescimento pessoal antes de qualquer coisa, isso fará a diferença não apenas na sua vida, mas na dos outros que convivem com você.

Pense nisso!

A mudança tem que partir de você para que sejam construídos novos e bons hábitos em proveito de todos.

Para uma vida plena, você tem que querer seguir em frente e não adiantará ninguém falar ou mostrar o caminho das pedras.

Uma vida constante em paz e feliz é possível. Depende apenas de cada um querer e fazer por onde.

Então? Vamos começar?

Como?

É seguir em frente sem se deixar abater pelo que ficou pra trás.

Simples! Sendo a mudança que queremos para o mundo.

Quem quer viver com qualidade de vida?

Eu quero!

E você?

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Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.