Se você é mulher, assiste o programa, e se incomoda com Arthur, saiba de uma coisa: você acordou.

Por Iara Dupont

Várias mulheres me escreveram, horrorizadas com as falas de Arthur (do programa BBB) durante a indicação de Laís e o jogo da discórdia, onde ele a interrompeu diversas vezes e não a deixou falar. Insistia em dizer “o que você não inventa, você distorce”.

Se você assiste o programa e se incomoda com Arthur, saiba de uma coisa: você acordou. Você percebeu como os hom&ns tratam as mulheres há séculos.

Digo isso porque a maioria das mulheres não acordou, se recusam a ver a realidade e continuam caindo nas manipulações masculinas.

Quem não enxerga a estrutura social não pede por mudanças, continua oprimido.

Todos os passos que o Arthur dá são parte de um comportamento patriarcal que sufoca as mulheres.

Não adianta discutir com as mulheres que defendem o Arthur, elas são as responsáveis pela manutenção do machismo, fazem isso porque estão presas na narrativa de novela mexicana, aquelas que transformam o vilão em mocinho.

Se você consegue se ver nas mesmas situações que as moças do programa BBB, você está no caminho certo, consciente de como funciona o mecanismo social.

A consciência das cordas que nos oprimem é individual, cada uma percebe ao seu tempo e já sabemos que no caso do Arthur, a maioria das mulheres o apoiam.

E por que muitas mulheres apoiam o Arthur? Porque elas têm um Arthur em casa! Elas precisam desesperadamente acreditar que ele está mudando e se tornando uma pessoa melhor.

Elas não estão defendendo o Arthur do BBB, elas estão defendendo o hom&m que amam, que é igual ao Arthur do BBB, o hom&m comum, sem grande carisma, aquele que todas ja namoramos um dia.

Poder ver uma cena em um programa e perceber a narrativa do abuso, é algo bom que causa uma revolução interna.

Não podemos esquecer que todas fomos doutrinadas com desenhos, filmes e livros que normalizam os maus tratos que as mulheres sofrem e romantizam os abusos.

No momento que conseguimos identificar os abusos, começamos a nos libertar.

Entendemos o horror das cenas e nos damos conta de que não queremos mais estar ali. E assim vamos rompendo esse doutrinamento patriarcal.

Perceber o que está errado é o que nos liberta.

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