Responsabilidade afetiva: Não é certo dizer que ama e, do dia pra noite, decidir terminar.

Robson Hamuche
Foto de photo-nic.co.uk nic no Unsplash

Responsabilidade afetiva é assumir o seu papel quanto às expectativas criadas em uma relação. Afinal de contas, não é certo estimular um relacionamento, dizer que ama a outra pessoa e planejar um futuro com ela para, do dia para a noite, decidir que quer terminar.

É natural que, a certa altura, alguém repense a relação e decida terminá-la. Esse é um risco que todos correm — por mais que, no calor do momento, possa se dizer que o desejo é de manter a pessoa por perto “para sempre”.

A responsabilidade afetiva é um ato que envolve conversas racionais entre adultos que planejam uma vida a dois.

É preciso respeitar as promessas feitas nessas condições, o que foi construído pelo casal e as consequências que um rompimento pode trazer.

Para facilitar seu entendimento, vou diferenciar esse conceito de reciprocidade amorosa:

Ninguém é obrigado a retribuir os sentimentos de outra pessoa caso não sinta o mesmo. No entanto, isso deve ser deixado claro desde o começo — é um erro e uma irresponsabilidade levar a pessoa a acreditar que é amada e desejada quando, na verdade, não é.

Responsabilidade afetiva é olhar para o outro como gostaria de ser olhado. É compartilhar o que existe de melhor dentro de si com o outro, e ser honesto e autêntico para encarar as suas sombras e admitir os pontos onde ainda precisa melhorar.

É assumir a responsabilidade pelos seus atos e parar de culpar o outro por tudo de ruim que acontece.

É ser justo com os seus próprios sentimentos e empático com os sentimentos do outro.

É primeiro se tornar inteiro para depois se dispor a dividir uma vida com alguém.

É se amar a ponto de não aceitar migalhas de afeto e não permitir que te façam de otário.

É se bastar, gostar da própria companhia e ao se relacionar, dure o tempo que durar, ser uma brisa boa na sua passagem pela vida de outra pessoa.

É sempre construir boas lembranças e até quando sentir que o relacionamento acabou, ser íntegro o suficiente para que o outro sinta que terminar será melhor para os dois, e não apenas para você.

É valorizar a presença do outro e buscar nele, não o que te falta, mas o que agrega.

É doar ao outro, não o que te sobra, mas o que você diariamente constrói.

O amor é como uma catedral, precisa de uma fundação forte, de estrutura sólida, e de pessoas empenhadas em construir cada detalhe, sem pressa.

Simplesmente não há como construir uma catedral em poucos dias, é preciso que aqueles que desejam vê-la de pé consigam desenvolver a virtude da paciência, e sobretudo, tenham sempre em mente a beleza que se revelará após esse trabalho árduo que envolverá, além do amor verdadeiro, doação de tempo, divisão de tarefas, vontade de trabalhar em equipe, acordos justos, honrar o projeto que está sendo construído, e mais ainda, ter a consciência de que não dá para construir nada grandioso sozinho, muito menos, uma catedral.

Cuide do seu amor como você cuida de algo sagrado.

Responsabilidade afetiva é ser para o outro, muito mais do que fazer. Ser honesto, ser do bem, ser amigo, ser companheiro, ser tudo o que o amor representa. Fazer é mera consequência do ser.

Que o seu relacionamento seja um templo de luz e de amor onde o acolhimento e a compreensão profunda das necessidades um do outro sejam sempre o norte de entendimento que trará paz ao lar de vocês. É esse entendimento que os farão crescer como seres humanos e evoluir para o amor verdadeiro.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, especialmente para o Resiliência Humana. Foto de photo-nic.co.uk nic no Unsplash

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Robson Hamuche
Robson Hamuche é Terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, compõe a equipe de terapeutas do Instituto Tadashi Kadomoto (ITK). É também idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana, grupo de mídia dedicado ao desenvolvimento humano, que reúne informação de qualidade acerca de todo o universo do desenvolvimento pessoal, usando uma linguagem leve e acessível.