Reciprocidade não se compra, se tem!

Larissa Dias
Vento

Dia desses me perguntaram se acredito em alma gêmea. Sim. Eu acredito que existem pessoas que foram feitas uma para outra. Sei que para algumas pessoas é pura ilusão, mas acredito que existe a pessoa certa. Em alguns casos, elas se conhecem e jamais se separam. Em outros, elas se desencontram, mas acabam se encontrando novamente. Contudo, algo que está destinado a acontecer, simplesmente acontece. Não importa quanto tempo passe, se o amor é genuíno, ele permanece.


Foi através de uma linda história de amor narrada no rádio, que tirei inspiração para escrever esse texto.
Moça simples, humilde, trabalhava como doméstica para sobreviver.

Certa ocasião, essa moça foi convidada por uma senhora de classe alta para fazer um almoço para um rapaz, cujo seus sentimentos estavam aflorados, entretanto, aconteceu o inesperado. O moço não só se apaixonou pela comida que foi lhe preparada, como também, pela moça que lhe serviu. Foi amor à primeira vista de ambas as partes.

Como qualquer casal, encontraram diversos obstáculos que poderiam servir de empecilho para desistirem um do outro, contudo, o amor falou mais alto. Apesar da família do moço ter sido contra desde o início devido a diferença de classe social, o moço estava disposto a lutar em prol do amor que ambos sentiam. Juntos, superaram todos os tipos de preconceitos, casaram-se, e tiveram dois filhos lindos.


O casamento durou 16 anos. Infelizmente, o moço veio a falecer por conta de problemas no coração. Mas enquanto esteve vivo, foi amado por aquela que todos desaprovavam, e ela, que nunca teve nada, ganhou o que dinheiro nenhum poderia pagar, a reciprocidade.

Eles não terminaram juntos, mas quem disse que a morte mata o amor? O amor se faz único, e os momentos, se eternizam. Aquele(a) que nos foi e nos é especial, é insubstituível.

Acredito que podemos e devemos sim, amar novamente, entretanto, sempre haverá espaço em nosso coração para aqueles que jamais poderiam ser esquecidos.

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Larissa Dias
Estudante de jornalismo, radialista por amor, escritora nas horas vagas. Adora das boas risadas, costuma passar os domingos de pijama assistindo filmes e séries. Apesar de não curtir baladas, é incapaz de recusar uma rodinha de violão, e para pra cantar junto. Mesmo desafinada, garante que é simplicidade em pessoa.

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