QUERO UM AMOR QUE O MEU CORAÇÃO ESCOLHA, E QUE MEU CÉREBRO ASSINE EMBAIXO

Ivonete Rosa
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QUERO UM AMOR QUE O MEU CORAÇÃO ESCOLHA, E QUE MEU CÉREBRO ASSINE EMBAIXO

Eu já fiz um pedido ao Universo: que meu próximo parceiro seja escolhido pelo meu coração, porém, com o aval do meu cérebro. Assim, terei direito às borboletas no estômago,e a certeza de ter feito a escolha certa.

Quero a tradução do “um amor tranquilo com sabor de fruta mordida”. Quero razão e emoção de mãos dadas.

Quando a razão é a única responsável pela escolha, o relacionamento fica semelhante a um contrato comercial. Sem frio na barriga, sem euforia.

São vínculos que já nascem mortos, os parceiros não sentem orgulho um do outro. Eles, talvez, tenham conforto material; façam viagens luxuosas etc. Mas nunca sentem o fôlego faltar quando o outro se aproxima.

Você pode pensar: “que bobagem esse negócio de frio na barriga, Ivonete”? Eu não acho bobagem, eu sou intensa assumida. Borboletas no estômago é vida. É ressurreição!

Os relacionamentos que a emoção escolheu o parceiro são aqueles vínculos que se iniciam norteados pela atração física.

Os hormônios bateram o martelo. A empolgação vai à máxima potência no início, contudo, vai murchando com o passar dos tempos por falta de outros atributos.

Você há de convir que, por mais extraordinário que um parceiro seja, ele precisa oferecer algo fora da cama. Ninguém passa 24 horas namorando.

A admiração é um potencializador da atração e, a inteligência é um poderoso afrodisíaco, capaz de substituir a beleza física.

Se você nunca viveu essa experiência, certamente, conhece alguém que se empolgou com alguém, mas acabou desanimando porque tudo o que a pessoa tinha a oferecer ficava entre quatro paredes.

Já tive “amores” que meu cérebro escolheu, foram tão insossos. Eles não deixaram nenhuma saudade.

Já tive, também, amores que os meus hormônios escolheram, foram intensos, mas morreram na esquina. Ainda encontro a fórmula do amor, assim como canta Léo Jaime.

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Ivonete Rosa
Sou uma mulher apaixonada por tudo o que seja relacionado ao universo da literatura, poesia e psicologia. Escrevo por qualquer motivo: amor, tristeza, entusiasmo, tédio etc. A escrita é minha porta voz mais fiel.