Quem vive de ilusão acaba morrendo de depressão!

NINGUÉM É NADA SOZINHO, PRINCIPALMENTE DURANTE UMA PANDEMIA!

Tudo que é bom, é bom de qualquer jeito, mas nem tudo que é ruim tem que ser totalmente ruim.

Essa pandemia deixou todo mundo sem chão não é mesmo?

Até quem estava com a vida totalmente estrutura sentiu seus efeitos.

A vida é como carregar uma pilha de pratos frágeis, temos que ficar atentos para não os deixar cair.

Se por acaso tropeçamos e deixamos um escapar, o cuidado tem que ser redobrado para não deixar os demais caírem.

Tudo na vida tem um propósito, mas o que estamos fazendo para que nossa vida tenha sentido?

Devemos viver plenamente e não viver por viver de qualquer jeito.

Não devemos deixar a vida nos levar. Antes de qualquer coisa deveríamos aprender a viver.

Como diz a música: É preciso saber viver, canção dos Titãs, composta por Esteves Erasmo e Braga Roberto Carlos.

Não devemos viver de ilusão para não morrermos de depressão!

Quando você pensa apenas no passado ou fica “maluco” (ansioso) focando apenas no futuro, você morre aos poucos.

Antes de qualquer coisa devemos nos conhecer e viver o presente, ou seja, o real, valorizando a vida como ela é, porque ela é a maior dádiva de Deus.

E o que temos feito para aflorar tudo de bom e do melhor que existente dentro de nós?

Será que estamos conseguindo aceitar tudo de ruim, para termos a coragem necessária para as ressignificar ou até mesmo mudar o que é preciso, retirando as pedras do caminho?

Com a falta de tempo, fomos varrendo muitas sujeiras para debaixo do tapete. Com o isolamento social tivemos tempo suficiente para fazer aquela faxina e retirar todas as sujeiras de uma vida inteira.

A pandemia foi capaz de trazer à tona todas as dores acumuladas de anos. Durante esse período fúnebre para nossa história, foi quebrada nossa armadura e o que mais se tem visto são os relacionamentos interpessoais desandarem.

Isto porque a saída da rotina e o medo de mudança mexeu com as emoções de todos nós. O que mais se tem visto é o aumento crescente da depressão, de pessoas com crises de ansiedade e pânico à violência doméstica, brigas conjugais, bem como, entre parentes, amigos e colegas de trabalho.

As emoções estão à flor da pele, como uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento. E como ninguém fica feliz com os conflitos e atritos interpessoais, houve um aumento crescente no número de quadros depressivos e de ansiedade.

E não é para menos. Enxergar essa complexidade e saber lidar com as mesmas não é nada fácil, se faz necessário sim um acompanhamento profissional.

Todos os fantasmas da nossa criança ferida vem de traumas não curados. É necessário dar nome para esses fantasmas para que a cura venha logo.

Está infeliz? Por quê? Como você avalia quem te machucou? Como trata esse ressentimento?

Se reconciliar com quem te feriu não significa dar um de bonzinho. Pode-se perdoar sem deixar impune as consequências do mal provocado.

Perdoar significar ter compaixão por quem te feriu, pois ele não soube lidar com os próprios sentimentos guardados a sete chaves.

Geralmente se vê no outro aquilo que está dentro de si. E o interessante é que, para quem está de fora, fica claro, mas quem está dentro, não consegue enxergar.

Só o tempo mesmo para nos fazer enxergar o que é preciso para nos curar da depressão que fizemos de nós mesmos. Essa depressão não é culpa dos outros, nem nossa, é simples e tão somente o resultado da nossa fuga na direção errada.

Para enxergar o presente que é um presente é preciso se voltar para a luz e não para as sombras.

É é imprescindível buscar ajuda para sairmos deste marasmo existencial!

Vamos preservar nossos pratos intactos e os que se quebraram precisam ser descartados.

O que você fará daqui para frente?

Eu já fiz minha escolha.

Minha escolha é viver a felicidade incondicional e a sua?

Cuide-se e, se for o caso, procure ajuda.

Como escrevi nos meus livros “Apagão, o passo para a superação”, para adultos; no “O mundo não gira, capota”; e no “Tim Tim, o catador de latinhas” para crianças: NINGUÉM É NADA SOZINHO.

Acorde para a realidade da vida e pare de acreditar nas ilusões que a sua vaidade cria. Quem vive de ilusão acaba morrendo de depressão. Se abra para viver a vida real, ela é mais bonita e interessante do que a sua imaginação te deixa perceber.

*DA REDAÇÃO RH. Foto de Jessica Burnett no Unsplas

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Idelma da Costa, Bacharel em Direito, Pós Graduada em Direito Processual, Gerente Judicial (TJMG), escritora dos livros Apagão, o passo para a superação e O mundo não gira, capota. Tem sido classificada em concursos literários a nível nacional e internacional com suas poesias e contos. Participou como autora convidada do FliAraxá 2018 e 2019 e da Flid 2018.