Quando uma mulher aprende a dizer “não” para o que a diminui, ela aprende a dizer “sim” para si mesma

Fabíola Simões
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Quando uma mulher aprende a dizer “não” para o que a diminui, ela aprende a dizer “sim” para si mesma

De vez em quando não seremos amados como gostaríamos, e está tudo bem. Não precisamos fazer esforços sobre humanos para sermos amados. O efeito é sempre contrário. Quem se exige além da conta para servir ao outro, só recebe em troca desvalorização.

O desejo de agradar nada mais é do que o desejo de ser aceito; nada mais é do que o desejo de ser amado. Porém, com o tempo a gente aprende que não deve se sujeitar a tudo somente pelo desejo de agradar.

Não se pode amar o outro mais do que a nós mesmos, nos doando além de nossos limites. Pois a dívida que você adquire consigo mesmo é alta demais, e gerará ressentimentos que nunca mais serão esquecidos.

Perder o auto respeito, indo além dos próprios limites somente pelo desejo de agradar, se desagradando, é uma das piores dívidas que podemos contrair conosco mesmos.

Não é porque você deseja muito alguma coisa que você tem que estar disposto a se sujeitar a tudo para conseguir. Até mesmo o prazer tem limites.

Uma coisa é querer. Outra coisa é estar desesperado.

Quando você se desespera e topa tudo para conseguir algo, você acaba perdendo. Todo excesso sufoca.

De vez em quando não seremos amados como gostaríamos, e está tudo bem. Não precisamos fazer esforços sobre humanos para sermos amados. O efeito é sempre contrário.

Quem se exige além da conta para servir ao outro, só recebe em troca desvalorização. Pois a pessoa que recebe perceberá que você se desvaloriza em primeiro lugar para servi-la, e assim ela também te desvalorizará na mesma medida.

A pessoa que aprende a dizer “não” para tudo aquilo que a diminui, aprende a dizer “sim” para si mesma e, mais importante, ensina ao mundo como deseja ser tratada.

Quem se desvaloriza para agradar e ultrapassa os próprios limites para ser aceita, está mostrando ao mundo que pode ser tratada de qualquer jeito.

Paula Toller, em 1989, já cantava: “Dizer não é dizer sim. Saber o que é bom pra mim. Não é só dar um palpite… Dizer não é dizer sim. Dar um não ao que é ruim. É mostrar o meu limite, é mostrar o meu limite…” e é bem por aí.

Mostre seu limite, se posicione, autentique seu valor.

Seu coração não é a casa da mãe Joana, onde entra e sai quem quer, da forma que quer. Você pode até sentir falta de alguém, mas isso não dá o direito dela fazer o que quiser com seu coração.

A pessoa que é certa do seu valor não se sujeita a tudo, não se oprime para conseguir algo, não se diminui para caber no espaço reduzido que alguém destina a ela.

A pessoa que tem convicção de seu valor não precisa cobrar atenção, pois só permanece onde existe reciprocidade.

Não aceita ser conveniência, e sim prioridade.

Não se contenta com o “tanto faz”, e dá um basta em tudo aquilo que tira a sua paz.

Finalmente lembro da sabedoria do Coelho, quando confrontado com a pergunta de Alice na fábula de Lewis Carrol. Quando Alice indaga:

“Amas-me?”, o coelho branco responde: “não, não te amo!” e em seguida ensina: “Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te. Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos. Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-te-ão…”

Acredito que é isso.

Crie uma couraça de amor-próprio e de felicidade ao seu redor, e não se exija além da conta para ser amado.

Não ultrapasse seus próprios limites para ser aceito.

Ser rejeitado não é a pior das sensações, acontece com todo mundo uma vez ou outra na vida, e está tudo bem. Pior que a sensação de ser rejeitado é perder-se a si mesmo pelo desejo de agradar…

“Amas-me? Perguntou Alice.

Não, não te amo! Respondeu o Coelho Branco.

Alice franziu a testa e juntou as mãos como fazia sempre que se sentia ferida.

Vês? Retorquiu o Coelho Branco.

Agora vais começar a perguntar-te o que te torna tão imperfeita e o que fizeste de mal para que eu não consiga amar-te pelo menos um pouco.

Sabes, é por esta razão que não te posso amar. Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te.

Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos.

Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-te-ão.

A primeira vez que te vi fiz um pacto comigo mesmo: “Evitarei amar-te até aprenderes a amar-te a ti mesma.”– Lewis Carrol
Em: Alice no País das Maravilhas ❤

*Foto de Daniil Kuželev em Unsplash

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Fabíola Simões
Nasceu no sul de Minas, onde cresceu e aprendeu a se conhecer através da escrita. Formada em Odontologia, atualmente vive em Campinas com o marido e o filho. Dentista, mãe e também blogueira, divide seu tempo entre trabalhar num Centro de Saúde, andar de skate com Bernardo, tomar vinho com Luiz, bater papo com sua mãe e, entre um café e outro, escrever no blog. Em 2015 publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos os Afetos" e se prepara para novos desafios. O que vem por aí? Descubra favoritando o blog e seguindo nas outras redes sociais.