Somos pessoas diferentes que buscam por igualdade e, infelizmente, é justamente essa busca pelo igual, que provoca as guerras!

Posicionar-se como igual, pode ser um combate interno a diferença.

Igualdade e diferença são contrapontos aplicados em diversas situações.

Há, nesses conceitos, uma ambiguidade que nos leva a ideia de diferença, que depende do tamanho da ameaça que essa diferença causa a cada pessoa envolvida em uma disputa de interesses.

A diferença por si só, faz parte do instinto. Mas o autorreconhecimento é essencial como o tratamento da saúde mental em busca da homeostase.

Conhecer a si mesmo, é saber que você não é como o outro, apesar de sermos biológicamente iguais. Portanto, o conceito de igualdade seria perigoso e irreal.

A cegueira social de quem neglicencia a diferença pode levar ideias opostas a entrarem em guerra.

Somos em espécie semelhantes, mas em padrões culturais, comportamentais e de características físicas somos bastante distintos.

Nesse contexto, o medo de não ser socialmente aceito surge em comparação com a necessidade de pertencimento, que também é biológica.

Necessitamos nos unir em pequenos grupos, para nos fortalecermos. O sentimento de pertencimento nos traz também a sensação de importância.

Quando nos unimos por semelhanças, interesses, características, religião… Sempre nos sentimos mais fortes.

É necessário compreender que entender a existência de uma realidade onde todos são iguais e todos também são diferentes é um dos grandes paradoxos da vida humana.

Porém, essa noção de igualdade se dissolve quando estamos em terras distantes, por exemplo, somos vistos como estrangeiros, temos dificuldades com a comunicação, com a interpretação, com hábitos e costumes locais.

Por isso, aceitar a complexidade humana, o caleidoscópio cultural, a diversidade cultural e a multiplicidade das características físicas, nos permite olhar o diferente como “novo” e não como algo a ser confrontado e eliminado.

O problema nasce em forma de conflito quando olhamos para o diferente como uma ameaça a nossa própria existência no mundo.

O conhecimento, a informação e a empatia para entender as necessidades de cada um em suas diferenças, são as ferramentas que devemos usar para chegar a um acordo entre as partes e conquistar a paz entre os grupos étnicos e culturais distintos do nosso.

A paz se conquista com a aceitação das diferenças e a desmistificação da igualdade.

Somos diferentes e precisamos aprender a olhar para a nossa diferença com respeito.

* Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo, Programação em Python e formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Membro ativo da Redilat – La Red de Investigadores Latinoamericanos; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associação e sociedades de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.

*DA REDAÇÃO RH.

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Fabiano de Abreu Rodrigues é psicanalista clínico, jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.