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Quando não for possível a distância física, tome distância emocional

Quando não for possível a distância física, tome distância emocional.

Você não escolhe quem fica ao seu redor o tempo todo, mas pode sempre optar por manter distância emocional de seus desafetos.

A convivência é uma arte. Que delícia seria, se pudéssemos manter por perto apenas as pessoas de quem gostamos, mas não.

Teremos que conviver, também, com indivíduos com quem não simpatizamos, em vários setores de nossa vida. Por isso, precisaremos tentar tornar essa convivência o mais harmônica possível, ou adoeceremos.

É impossível gostar de todo mundo, é impossível ser querido por todo mundo.

Às vezes, passamos a não gostar de alguém por suas atitudes. Outras vezes, nem tem explicação para que não gostemos da pessoa, trata-se apenas de um santo que não bate. E isso eventualmente acontecerá no trabalho, na escola, na roda de amigos, na família.

É inevitável nos sentirmos mal perto de certas pessoas, porém, a atitude que tomaremos em relação a isso é o que importa.

Em tempos difíceis como os nossos, tentar manter nossa saúde mental é um desafio diário.

Além da vida cada vez mais célere, dos compromissos diários, ainda teremos pela frente que enfrentar a maldade, a dissimulação, a falsidade e a agressividade de certas pessoas, das quais seremos obrigados, por diversas razões, a ficar por perto.

Daí a necessidade de tentarmos nos preservar o máximo possível do que é ruim lá fora, para não perdermos tudo o que temos de bom aqui dentro.

Sempre deveremos respeitar as pessoas, por mais que não gostemos delas. No entanto, algumas atitudes e comportamentos são tão mesquinhos e antiéticos, que essa teoria do respeito cai por terra.

Respeitar alguém que nos agride e nos humilha, que faz fofoca e tenta puxar o nosso tapete é impossível.

Não se culpe por sentir asco por quem é maldoso e mau caráter.

Nesse caso, respeitar equivalerá a não dirigir a palavra a esse indivíduo, a não ser que o contexto obrigue.

Enfim, ignorar quem faz mal é o melhor caminho para não nos desequilibrarmos por quem não merece.

Em certas situações, você terá que conviver com pessoas que não queria por perto.

Você não precisa puxar papo, fingir sorrisos, forçar amizade com elas.

Você não escolhe quem fica ao seu redor o tempo todo, mas pode sempre optar por manter distância emocional de seus desafetos.

Muita distância. Sua saúde agradece.

*Photo by Tom Morel on Unsplash

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Prof. Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

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