OMS aponta brasileiros como a população com maiores índices de ansiedade e depressão durante a pandemia da COVID-19 e pós.

Outra pesquisa global liderada pela Universidade Estadual de Ohio (EUA) apontou que o Brasil continua líder em índices de ansiedade e depressão na pandemia, com um aumento de 25% em casos envolvendo essas duas doenças.

Esse Brasil está empregnado de diferenças sociais. As desigualdades e o aumento da população pobre, fez as inseguranças e as incertezas aumentarem também.

Fora o histórico de medo por falta de demanda de empregos, acompanhado de um horário de trabalho (daqueles que ainda possuem um emprego), muitas vezes, exacerbado, que leva, diariamentes, muitas pessoas a exaustão.

A psiquiatra Melina Efraim, especialista em transtornos de ansiedade, explicou para O Estado de Minas que “Além da desigualdade social do país, da violência, da atual crise financeira e da era do imediatismo que estamos vivendo, a pandemia foi algo sem precedentes, que ninguém tinha vivido algo parecido, pelo menos não nessas gerações atuais.”

Ela também enfatizou que a crise sanitária teve as suas consequências:

“Vivenciamos uma crise sanitária de um hospital superlotado, milhões de mortes e o desconhecimento do vírus, suas consequências e causas no organismo. Ficamos inseguros e ansiosos ao pensar no futuro. O isolamento social, por exemplo, que apesar de muito necessário para controlar a doença, trouxe um enorme custo psíquico. Temos então inúmeros ingredientes necessários para um aumento dos sintomas depressivos, ansiosos e insônia”.

A médica explicou que a desinformação também contribuiu para o aumento do índece no Brasil:

“A sociedade foi bombardeada com informações vindas de todos os lados, entre elas um monte de fake news. Nem sempre vamos conseguir diferenciar o que é verdadeiro ou não. E essa inundação de informações, ou muitas vezes desinformações, causa muito estresse e ansiedade”, declarou Melina.

Todas essas questões associadas tornaram o Brasil o país mais ansioso do mundo. Hoje em dia, é praticamente impossível não conhecer alguém que sofre com ansiedade e depressão.

O ansioso se torna, em pouco tempo, uma pessoa improdutiva. É urgente olhar com atenção para esse Brasil ansioso e realizar mudanças para que possamos reverter esse índice assustador.

*DA REDAÇÃO RH.

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