Por que muitas mulheres estão escolhendo mudar de rosto?

Vamos falar de BBB, porque refletir diante do comportamento humano, é importante.

Uma participante do Big Brother Brasil, a médica Laís, vem sendo duramente criticada, com muitos memes, que mostram o antes e o depois da harmonização facial, feita pela brother antes de entrar na casa.

Como o post da Dra Silvia Fiuza, que diz não entender o motivo que leva uma mulher a querer mudar um rosto originalmente tão belo e que transmitia um ar tão delicado e feminino.

O gatilho está justamente nesse o ponto. Mulheres crescem escutando que devem ser delicadas e femininas, mas são exatamente essas caracteristicas, que as levam a serem subjugadas em sua autoridade e credibilidade em um constexto social. Essa triste constatação, está levando muitas mulheres a preferirem uma imagem mais agressiva e impositiva, no intuito de serem ouvidas e acreditadas.

Faleremos de Laís aqui sim, mas sem a arrogância do machismo estrutural, que nos faz olhar pra ela e a julgar sem compaixão. Como estão fazendo inúmeros profissionais do ramo, veículos da mídia e, infelizmente, muitas mulheres.

Afinal, Laís é nossa irmã, mesmo que isso soe redundante.

A @lilicavieira7, foi apenas uma das milhares de mulheres que julgaram a “aparência” de Laís. Infelizmente, nós mulheres, acabamos sendo as nossas piores algozes.

Esse reality, goste você ou não, sempre levanta questões, que revelam uma ou muitas dores, do nosso momento atual.

No ano passado, o medo da pandemia, revelou nos participantes, um medo excessivo do cancelamento. O Brasil pedia por um salvador da pátria, e Julliette, desempenhou esse papel com maestria.

Nossa brother encheu nossos corações de amor, o que consolidou a presença ativa de Juliette no pós confinamento, onde, tudo o que ela coloca a mão, vira ouro.

isso porque, o nosso ouro é o nosso amor.

Mas esse ano, o desamor parece ter tomado conta de nós.

Juliette saiu da casa e viveu os meses mais lindos de sua vida, tudo, o que nós, meros mortais, sonhamos viver. Mas hoje, ela nem comenta o BBB 22, diz que não está tendo tempo para acompanhar, o que retrata também o comportamento de muitos de nós, que não estão com saco de assistir tamanha falta de entretenimento.

Acontece que, os participantes que estão lá hoje, viveram o isolamento real durante a pandemia, e entraram na casa, com um peso maior nas costas, não só o de superar Juliette, como o de lidar com as consequências emocionais pós-pandemia.

Mesmo inconscientes desse desafio, o que vejo em todos os participantes é a tentativa de mostrar algo que seja mais interessante do que a sua imagem autêntica.

A autenticidade perdeu a vez no BBB 22, como no mundo.

Os transtornos de personalidade estão aflorados, o que os participantes transmitem é que, ali dentro, quase ninguém se conhece, com excessão da participante Lina, que entrou na casa com os seus jogos mentais, e mostrou, que se preparou emocionalmente para o reality (falarei dela em outro texto). Mas a falta de verdade é evidente, todos estão desconectados da verdade interior e isso se manifesta fisicamente.

Essa desconexão com o self, é positiva quando nos alinha com o nosso corpo mais sutil, energético, espiritual, com a memória da nossa alma, como fez e faz a Lina, por exemplo.

Lina é travesti e se reconhece, se sente bem com ela mesma porque se ligou a sua verdadeira essência, independente do que os outros acham ou pensam sobre ela. Ela também fez procedimentos no seu rosto, mas essa mudança fez bem ela, a colocou mais perto de quem ela realmente é, a equilibrou, e a conectou com quem ela é, genuinamente.

No caso de Laís, o calo é maior. A desconexão do self pode ser extremamente negativa, quando nos leva a locais que nos descaracterizam. E quando isso acontece,  o que há de pior em nós, aflora.

Encontrei, no meio de muitos posts agressivos, um, que se aproxima um pouco do que pode ter acontecido com Laís. Perceba na publicação da Dra Tais Ferrera que o rosto de Laís era oval e, de acordo com a proposta do Visagismo, e da harmonização facil, que é mudar cabelo e rosto para que você mude também aquilo que a sua imagem transmite para os outros, ela teve sucesso, dentro daquilo que ela desejava transmitir.

O problema é que, quando a gente não se conhece de verdade, a gente passa a querer coisas que nos levam a resultados negativos ou a consequencias desastrosas. Possivelmente, Laís desejava parar de ser vista como uma pessoa introvertida, delicada e quieta, e acreditou que seria bem vista pelo Brasil se transmitisse a imagem de uma mulher forte, alegre e carismática. Essa pode ser um explicação para a mudança.

A grande lição que a Laís traz para as mulheres é que a mudança externa precisa acompanhar a mudança interna, senão, soa falso.

A memória de quem somos nos acompanha, mesmo que mudemos nosso rosto.

Essa memória da alma, mesmo que não traga lembranças fidedignas do passado, é a porta de entrada para a nossa energia vital (PRANA), e é por ela que, permitimos a entrada da luz, ou, das perturbações que levam a transtornos diversos.

A nossa fisionomia marca a primeira impressão que nós causamos nos outros, talvez por isso, acreditamos que mudar o externo poderá contribuir para que nós nos tornemos a pessoa que gostariamos de ser.

É indiscutível o valor que a sociedade dá para as aparências, mas o preço que esse “valor” nos cobra é bastante alto.

Percebo já há alguns anos, o que acontece há milênios: o quanto os valores sociais são deturpados por transtornos de personalidade narcisistas.

A nossa aparência geral e o nosso rosto em si, mais a forma como os outros nos veem, podem se virar gatilhos para problemas emocionais, mentais e obsessões espirituais, caso, a gente esteja caminhando pela vida de maneira inconsciente.

De acordo com o olhar holístico, todos somos formados por 4 corpos:

-Dimensão Física;
-Dimensão Mental ou cognitiva;
-Dimensão Emocional;
-Dimensão Espiritual;

O nosso físico é o que nos permite estar aqui, e fazer o que precisa ser feito, a nossa mente, recionaliza e busca resolver problemas, se saudável, nos conduz a caminhos  felizes, se doente, nos coloca em sofrimento. O emocional e o espiritual seguem pelo mesmo caminho. E é justamente nesse ponto que quero analisar a nossa irmã Laís.

Contraponto com Juliette: apesar de todas as dores que já enfrentou na vida, ela conseguiu ressignificar tudo através do amor, e ao entrar na casa, demonstrou estar alinhada com os seus valores morais. Porém, nossa irmã Laís, afogada no patriarcado e prisioneira das “aparencias”, pode não ter atentado para o quanto a perda de um pai em plena pandemia a afetou emocionalmente, e essa inconsciência, talvez, tenha a levado a tentar mascarar a dor que habita a sua mente, que desequilibra o seu emocional e que a colocou em conflito com a verdade da sua alma.

Quando passamos por situações traumáticas e não damos a devida atenção para elas, o resultado é a ansiedade.

Um trauma pode gerar padrões rígidos de pensar, sentir e se comportar e originar também o que é chamado pela psicologia cognitiva de síndromes sintomáticas, aumentando os diagnósticos de transtornos do humor, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares entre outros.

O que quero com esse texto?

Alertar vocês sobre o peso do julgamento, sobre o que o julgamento pode nos levar a fazer em nossos corpos, quero alertar sobre o que o julgamento social e o nosso próprio julgamento em relação aos outros pode causar: uma total desconexão com a nossa essência.

Quero que as mulheres parem de lutar contra elas mesmas, que parem de julgar a Laís:

Laís está em crise. e nem sabe. Assim como você, nesse momento, também pode estar, mas “na correria”, não consegue perceber.

Laís é uma mulher ferida que precisa ser acolhida, e não julgada por sua aparência.

Se ela não deveria ter feito a harmonização?

Isso não cabe a mim, mas a ela repensar a forma como se sente.

O que cabe a mim é desejar que ela olhe para as suas dores com amor e se reconheça após esse programa, para, finalmente, poder ser quem ela realmente é.

Por enquanto, ela ainda se mostra perdida, agindo de forma incoerente, como muitas pessoas aqui fora estão.

Afinal, como disse no início, o BBB, goste você ou não, sempre retrata a nossa sociedade atual.

E o que a nossa sociedade precisa trabalhar esse ano, é o autoperdão. Oremos por todos nós e tenhamos compaixão.

O nosso rosto é apenas uma máscara, o que conta mesmo, é o que temos no coração. O que conta é o que o nosso comportamento demonstra.

Se a mudança de comportamento não caminha junto com a mudança física, a incoerência se torna aparente, e diante desse fato, nem beleza resolve.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Iara Fonseca, jornalista, escritora, editora de conteúdo dos portais Resiliência Humana, Seu Amigo Guru, Homem na Prática e Taróloga. Para agendar uma SESSÃO DE AUTOEXPANSSÃO com a Iara, mande um direct para @ESCRITORAIARAFONSECA

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